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Médicos de Tocantins repudiam declarações do governador Siqueira Campos e comparam-na a marketing de Collor Imprimir E-mail
Ter, 27 de Dezembro de 2011 10:31

Em nota distribuída à imprensa na manhã de quinta-feira, 22, três entidades médicas expressaram "espanto e repúdio" às declarações dadas pelo governador Siqueira Campos na última quarta, 21,  em que acusou de marajás alguns médicos do Tocantins (CLIQUE AQUI PARA LER A MATÉRIA).

Na nota, assinada pelo Sindicato dos Médicos no Estado do Tocantins (SIMED-TO), o Conselho Regional de Medicina (CRM-TO) e a Associação Médica do Tocantins (AMT), os profissionais frisam que marajá é expressão pejorativa e refere-se ao funcionário público que recebe salário privilegiado sem trabalhar. "Ao associá-la aos médicos, o governador ofendeu e desrespeitou publicamente quem trabalha diuturnamente para salvar vidas nos hospitais públicos do Estado em condições sub-humanas que a imprensa revela a cada dia", diz a nota.

As entidades dizem que os salários dos médicos que alcançaram o teto constitucional, justamente o subsídio do governador, "é um limite legal e alcançado por 126 médicos servidores do Estado, alguns com quase duas décadas de dedicação ao serviço público". E vão mais longe ao desafiar o governador a fazer um plantão médico de 24 horas para saber as reais condições de trabalho dos profissionais.

A nota compara as declarações de Siqueira às do ex-presidente da República e hoje senador Fernando Collor. "O governador imita a desastrosa ação de marketing do ex-presidente Fernando Collor que, auto-intitulando-se "caçador de marajás" viu-se caçado pelo Congresso Nacional sob acusação de corrupção e escândalos como a Casa da Dinda e saiu pelas portas do fundo do Palácio do Planalto", lembram.

Para finalizar, a nota diz que as declarações de Siqueira "nada mais é do que uma iniciativa rasteira de tentar desviar o foco do problema, que é a gestão desastrosa na área da saúde imposta em seu governo".

Veja a íntegra da Nota:

 

 NOTA DE REPÚDIO

 

O Sindicato dos Médicos no Estado do Tocantins (SIMED-TO), o Conselho Regional de Medicina (CRM) e a Associação Médica do Tocantins (AMT) expressam seu espanto e repúdio às declarações do excelentíssimo governador do Tocantins, José Wilson Siqueira Campos, dadas à imprensa, relacionando a expressão "marajás" aos médicos tocantinenses.

Sabe-se que marajá é expressão pejorativa e refere-se ao funcionário público que recebe salário privilegiado sem trabalhar. Ao associá-la aos médicos, o governador ofendeu e desrespeitou publicamente quem trabalha diuturnamente para salvar vidas nos hospitais públicos do Estado em condições sub-humanas que a imprensa revela a cada dia.

Quantos aos salários dos médicos que alcançaram o teto constitucional, justamente o subsídio do governador, é um limite legal e alcançado por 126 médicos servidores do Estado, alguns com quase duas décadas de dedicação ao serviço público.

Serviço no qual ingressaram por concurso público e, com a comprovação de qualificação, estudo e pesquisa, cumpriram todos os requisitos legais para obter as progressões funcionais, atuando hoje em carga horária de 270 horas, cumprida religiosamente nos hospitais de referência.

As entidades médicas desafiam o governador a acompanhar um plantão médico de 24 horas nos hospitais públicos. O mesmo repto é lançado para que sejam localizados entre médicos os supostos marajás apontados nas ilações do governador.

O SIMED, o CRM e a AMT apoiam toda e qualquer iniciativa, revestida de legalidade, para apurar a existência de marajás não só na saúde, mas em todas as áreas do serviço público.

Ao lançar ao léu a associação do médico ao marajá, desprovida de evidência factual, o governador imita a desastrosa ação de marketing do ex-presidente Fernando Collor que, auto-intitulando-se "caçador de marajás" viu-se caçado pelo Congresso Nacional sob acusação de corrupção e escândalos como a Casa da Dinda e saiu pelas portas do fundo do Palácio do Planalto.

O destempero do senhor governador nada mais é do que uma iniciativa rasteira de tentar desviar o foco do problema, que é a gestão desastrosa na área da saúde imposta em seu governo que, incompetente para cumprir suas promessas de campanha, transferiu para uma Organização Social uma responsabilidade constitucional, resultando no atendimento à população cada dia mais precário e sem as condições mínimas como tem sido amplamente divulgado.

 

Fonte: SIMED-TO

 
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