
O Conselho Federal de Medicina (CFM) realiza, nesta quarta-feira (16), o X Congresso de Humanidades Médicas. O evento, on-line, é transmitido pelo Zoom para os inscritos previamente e, também, pelo canal do CFM no YouTube.
Assista ao evento em sua íntegra aqui:
https://www.youtube.com/live/v_CYrhBTX0E?si=GvOBS7hXm_kLSEVC
O congresso tem como tema central a “Valorização da Identidade Médica: Essência, Realidade e Futuro” e propõe debates sobre ética, comunicação, imagem profissional e o fortalecimento dos valores que orientam o exercício da Medicina.
A cerimônia de abertura contou com as falas do presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, e da conselheira federal Maíra Pereira Dantas, coordenadora da Comissão de Humanidades Médicas do órgão e organizadora do evento.
O presidente defendeu a inclusão de uma disciplina de humanidades nas diretrizes curriculares dos cursos de Medicina. Segundo ele, falta ao médico brasileiro “ser mais humano” e escutar o paciente, já que a relação médico-paciente estaria se perdendo. Gallo afirmou que cabe ao CFM, como órgão normatizador e fiscalizador da profissão, se empenhar para que essa disciplina passe a integrar a grade curricular.
Maíra Dantas, por sua vez, contextualizou o tema do congresso a partir de uma reflexão sobre o papel da sensibilidade em um cenário marcado pela inteligência artificial e pela exigência de racionalidade. Para ela, preservar essa sensibilidade é “um ato de resistência”.
A conselheira recorreu a duas imagens simbólicas: a resiliência da água, que “vai traçando o seu curso”, e as gérberas, escolhidas para representar a identidade médica, associadas por ela ao “renascimento com suavidade e beleza”. A conselheira afirmou ainda que, independentemente dos recursos disponíveis em cada geração, o propósito da medicina permanece o mesmo: salvar vidas, aliviar dores e prover conforto.