Rede dos Conselhos de Medicina
OMS alerta para Focos de HIV resistentes a Remédios Retro-virais Imprimir E-mail
Ter, 09 de Julho de 2002 21:00
A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou, nesta quarta-feira (10/07), para o desenvolvimento de focos do vírus da AIDS resistentes aos tratamentos com medicamentos anti-retrovirais e anunciou a formação de uma rede global para reunir dados de diferentes países sobre este fenômeno. Em entrevista coletiva concedida dentro da XIV Conferência Internacional sobre a Aids, o diretor do departamento de HIV/Aids da OMS, Bernhard Schwartlaender, se mostrou "preocupado" com a detecção de focos do vírus resistentes aos anti-retrovirais que se aplicam em pacientes de diversas partes do mundo, sobretudo nos "países do Norte". Segundo Schwartlaender, os tratamentos com estes remédios foram até agora eficazes para reduzir a taxa de mortalidade da Aids, mas o surgimento destas resistências "nos colocou em alerta". O cientista da Universidade de Columbia (EUA) e membro da Sociedade Internacional da Aids (IAS), Scott Hammer, destacou que "entre 8% e 10% dos novos infectados com o HIV costumam apresentar resistências", mas explicou que "não por isto deve se adiar os tratamentos com anti-retrovirais". Como fatores causadores de que certos focos do HIV desenvolvam resistências a este tipo de remédio, outro porta-voz da OMS, Stefano Lazzari, disse que pode haver influência do "abuso de drogas" e a "utilização com dosagem errada". No entanto, para delimitar as causas e compreender o processo que leva à formação destas resistências, os cientistas insistiram na necessidade de criar uma rede de supervisão global, que permita a obtenção de dados de diferentes pontos do planeta e a análise de diversas experiências. O projeto para constituir esta rede de controle, que utiliza a Internet como sistema de conexão entre laboratórios de vários países, já se iniciou e conta com a colaboração da OMS e a IAS. O presidente da IAS, Stefano Vella, explicou que até agora a comunidade científica conta com "dados muito dispersos", por isso é "necessário reuní-los e haver cooperação entre os que trabalham neste campo". Para Hammer, "só se houver conhecimento e controle sobre esta tendência ao desenvolvimento de resistências a anti-retrovirais nos países da Norte, poderá se introduzir estas drogas nos do Sul de maneira mais segura”. FONTE: Agência EFE
 
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