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Fiocruz lança aplicativo para prevenção da trombose Imprimir E-mail
Ter, 21 de Novembro de 2017 17:22

O Proqualis da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) lançou o Aplicativo de classificação de risco e prevenção perioperatória do Tromboembolismo Venoso (TEV). A iniciativa foi desenvolvida no escopo do projeto de pesquisa Desenvolvimento e avaliação de uma estratégia para implementação do checklist de cirurgia segura, da Organização Mundial de Saúde (OMS) e pode ser instalado em qualquer dispositivo, totalmente gratuito.

"O desenvolvimento do Aplicativo de Prevenção do TEV se deu a partir da introdução de um item para averiguação da necessidade de profilaxia para tromboembolismo, um problema que também ocorre com frequência e pode ser prevenido. Incluir o item gerou a necessidade de discussão sobre a profilaxia do tromboembolismo, muito pouco padronizada, pelo menos, pelo que observamos. Assim, desenvolvemos o aplicativo voltado para a classificação de risco de tromboembolismo e provisão de recomendações para a sua prevenção, conforme o risco", explica a coordenadora da pesquisa, Margareth Portela, pesquisadora do Escola Nacional de Saúde Púbica (Ensp/Fiocruz) e Coordenadora Geral do Proqualis, do Instituto de Comunicação e Informação Científica e tecnológica em Saúde (Icict/Fiocruz).

Segundo a médica cirurgiã Claudia Regadas, do Hospital Federal os Servidores do Estado do Rio de Janeiro (HSFE) e colaboradora do projeto Desenvolvimento e avaliação de uma estratégia para implementação da Lista de Verificação (checklist) de Cirurgia Segura da OMS, a realização de cirurgia é importante fator de risco isolado para a ocorrência de TEV, especialmente quando o procedimento tem longa duração e envolve cirurgia oncológica, bariátrica, ortopédica do quadril ou joelho, ou cirurgia do politraumatizado. "Outros fatores do paciente, como idade, uso de anticoncepcional, insuficiência cardíaca congestiva, e muitos outros também devem ser considerados ao avaliar o risco de desenvolvimento de TEV", afirma.

Outro ponto destacado por Claudia diz respeito a indicação da profilaxia. "A indicação baseia-se na alta frequência de complicações graves e no fato da maioria dos pacientes ser assintomática ou cursar com sintomas inespecíficos. O risco de embolia pulmonar fatal cai para 0,15% quando o paciente recebe profilaxia com heparina por 7 dias. A profilaxia adequada é o modo mais efetivo de prevenir o TEV, entretanto, existe ainda extrema variabilidade em sua utilização, refletindo um distanciamento ente as recomendações baseadas em evidência científica e a prática clínica, sendo descrito subindicação ou uso por tempo menor que o recomendado".

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), é possível prevenir as doenças cardiovasculares, porém, entre as doenças que podem ser prevenidas, elas são as que mais causam óbito. Entre os problemas cardiovasculares que mais matam estão o ataque cardíaco, o Acidente Vascular Cerebral (AVC) e o Tromboembolismo. A campanha global é liderada pela Internacional Society on Thrombosis And Haemostasis - ISTH (Sociedade Internacional de Trombose e Hemostasia) e reforça a importância da prevenção e tratamento adequado do tromboembolismo venoso (TEV).

Dados da literatura apontam que em pacientes cirúrgicos, na ausência de profilaxia, o risco de TEV é de 15 a 40%. Por outro lado, um estudo realizado em 358 hospitais, envolvendo 32 países, com 70 mil pacientes internados, apontou uma taxa de risco de TEV de 50%, com apenas metade dos classificados de risco realizando a profilaxia (fonte: Venous Thromboembolism risk and prophylaxis in hospitalised medically ill patients).

Conheça o aplicativo.

 

Fonte:  Proqualis/Icict/Fiocruz

 
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