Rede dos Conselhos de Medicina
Planos e protocolos de saúde Imprimir E-mail
Qui, 08 de Agosto de 2002 21:00
Planos e protocolos de saúde ameaçam a profissão médica Os abusos praticados pelas empresas de planos e seguros de saúde, os protocolos de ações básicas de saúde que autorizam a prescrição de medicamentos e solicitação de exames laboratoriais por outros profissionais que não os médicos, são somente dois exemplos mais recentes da ameaça permanente que pesa sobre a profissão médica. Defender a profissão contra estas e outras ameaças – como têm feito, fazem e continuarão fazendo os Conselhos Regionais e Federal, demais entidades e organizações preocupadas com a nossa profissão – é, antes de tudo, fazer a defesa do paciente, que tem na sua saúde um valor absoluto, que nada e ninguém pode substituir. Cada um dos assim chamados “trabalhadores em saúde” pode, e deve, desenvolver ações em benefício da saúde do paciente. Somente o médico, profissional que tem o paciente como núcleo do seu interesse, pode beneficiá-lo de maneira integral, sabedor que é daquele conceito de valor absoluto da saúde e capacitado, técnica e legalmente, para prevenir, diagnosticar e tratar doenças. O médico não é, pura e simplesmente, um trabalhador em saúde, mas um profissional, e como tal deve ser tratado por todos os segmentos da sociedade. Não é isto, infelizmente, que se observa quando autoridades públicas se lançam em projetos como os dos protocolos de ações básicas de saúde que não respeitam prerrogativas profissionais, ou quando empresas de planos e seguros de saúde tentam cercear a atividade médica por meio da imposição de limites ao número de exames, consultas e outros procedimentos que são da exclusiva decisão do médico em benefício do paciente. Nos dois casos supracitados existe a intenção declarada de transformar o médico de profissional capacitado a trabalhar em benefício exclusivo do paciente em integrante de uma “equipe de saúde”, onde é considerado como se fosse um simples trabalhador da saúde. Com todo o respeito que nos merecem estes trabalhadores, precisamos deixar bem claro que exercemos profissão, e não simples cargo ou função, que para chegar a tanto nos foram exigidos muitos anos de sacrifícios e privações, e que do resultado disso não pretendemos abdicar sem luta – afinal, vale insistir uma vez mais, o objetivo maior da nossa profissão sempre será a saúde dos pacientes. O modelo construído do exercício profissional da medicina chegou até os nossos dias com uma modalidade própria, baseado no fato de ser o médico o único profissional capaz de tratar o paciente de maneira integral. A desconstrução deste modelo profissional não traz benefício algum para a sociedade. O que é do interesse da saúde do paciente pode, e deve, ser defendido por todos, mas é impossível desconsiderar que a principal responsabilidade pelo paciente é do médico. Não há dúvida de que os pacientes desejam ser tratados por médicos, profissionais competentes com a capacidade de proporcionar a plena recuperação da saúde. A medicina não é uma atividade comum, é uma profissão, e a autonomia do médico precisa ser mantida a qualquer custo, sob pena de prejuízo irreparável para a saúde, o valor absoluto do paciente. Os Conselhos, no cumprimento dos seus deveres institucionais, estará permanentemente atento e vigilante para impedir que prosperem e se consolidem ações e diretrizes, tanto públicas quanto privadas, tomadas em prejuízo da nossa profissão. Esta determinação, é preciso que a sociedade entenda, não parte de qualquer propósito corporativista, mas, sim, do compromisso assumido desde sempre pelos médicos, no sentido de buscarem o que é melhor para os seus pacientes, compromisso esse sobremaneira marcado, entre as várias estratégias de enfrentamento contra as ameaças à profissão, pela regulamentação do Ato Médico e pela recente campanha contra os abusos dos planos e seguros de saúde. A luta é de todos nós, e o futuro da profissão depende de cada médico. Somente se estivermos unidos conseguiremos impedir, por um lado, que a profissão médica seja descaracterizada, e garantir, de outra parte, que a população tenha, cada vez mais, assegurado o direito a um entendimento prestado por médico, o profissional que a sociedade escolheu, por excelência, para diagnosticar e tratar doenças. Dr. Luiz Augusto Pereira Presidente do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul Informe O município de Presidente Kennedy informa ter vaga para médico (PSF). Quem se interessar pode entrar em contato com a secretaria Municipal de Saúde e falar com a Dr.ª Rosângela Liete pelo telefone/fax (28) 3535-1374 ou (28) 3535-1105. Informações para esta coluna enviar para: Conselho Regional de Medicina do Estado do Espírito Santo - CRM-ES R. Professora Emília Franklin Molulo, nº 228 - Bento Ferreira, Vitória - ES - CEP 29050-730 - Telefax: (27) 3324-1404 - e-mail: Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. Home-page: www.crmes.cfm..org.br
 
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