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Assistência ao doente mental no rumo certo
Sex, 23 de Fevereiro de 2018 17:08
Dia 22 de dezembro de 2017: um marco na história da assistência psiquiátrica no Brasil. Neste dia, o Ministério da Saúde publicou a Portaria nº 3.588, que inicia um redirecionamento da política de assistência ao doente mental, obedecendo fielmente a Lei nº 10.216/01.
 
Antes disso, nos últimos 30 anos, nenhum avanço nas políticas públicas de assistência psiquiátrica no Brasil havia ocorrido.Pelo contrário, apenas retrocessos liderados por uma militância ideológica de não médicos que ocupou a Coordenação de Saúde Mental do Ministério da Saúde e promoveu a desassistência no Brasil.
 
Por acreditarem que o paciente psiquiátrico não é doente e sim diferente, e que ele não necessita de tratamento e sim de cuidados, promoveram uma progressiva exclusão do médico do sistema público de assistência psiquiátrica e o fechamento de leitos especializados, quando o correto seria qualificá-los.
 
O Brasil retrocedeu à psiquiatria religiosa e policial, abandonando a científica, que conta com recursos terapêuticos altamente eficientes. Todos sabemos que o diagnóstico precoce de uma doença mental e o rápido início do tratamento farmacológico melhora muito o prognóstico do paciente.
 
Nesse longo período de exclusão do psiquiatra da assistência, o prejuízo para os doentes mentais foi de grande significado para as suas vidas e de suas famílias.
 
Sem a chance do diagnóstico nem do tratamento precoce, o paciente foi condenado ao livre curso da doença e à consequente e irreversível deterioração. A experiência de programas de assistência ao
doente mental elaborados por “filósofos”, alicerçados em premissas falsas e com excessiva ideologização, foi desastrosa para o País.
 
Os pacientes esperam que a lição tenha sido aprendida, pois essa construção precisa ter: a colaboração de secretários estaduais e municipais de saúde, que conhecem de perto o caos reinante na assistência psiquiátrica e são cobrados diretamente pela população; a participação dos psiquiatras, que detêm o conhecimento técnico; e a atuação dos profissionais de saúde que compõem a equipe psiquiátrica, com muito a contribuir.
 
Mas, fundamentalmente, a assistência psiquiátrica deve ter um coordenador sério, com conhecimento da área, experiência na assistência e obstinado. O Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) propõem diretrizes para um modelo de assistência integral em saúde mental no Brasil, documentado por meio da Resolução nº 1.925/10.
 
É basilar que o paciente receba o atendimento de que necessita, e não aquele que o sistema disponibiliza. E, para isso, em cada um dos serviços, a equipe psiquiátrica deve ser completa e contar com
psiquiatra (coordenador), clínico, enfermeiro, assistente social, psicólogo, farmacêutico, nutricionista, terapeuta ocupacional, educador físico e profissionais de nível médio.
 
A característica interprofissional da equipe psiquiátrica garante assistência global ao paciente, na qual os aspectos biológicos, psicológicos e sociais são considerados, observando-se o modelo médico.
 
Assim, é imprescindível que sejam feitas avaliações objetivas capazes de aferir com segurança os resultados de cada serviço, seguindo os instrumentos de avaliação consistente e tecnicamente, desenvolvidos pelo CFM por meio de seu Departamento de Fiscalização, os quais deveriam ser observados pelos gestores na área da saúde mental.
 
Nesse processo, é importante que os envolvidos na assistência ao doente ofereçam sua contribuição para que tenhamos êxito. Aquele que quiser se opor às ações que vêm sendo realizadas pelo coordenador Quirino Cordeiro, atualmente à frente da Coordenação de Saúde Mental do Ministério da Saúde, precisa primeiro cegar os olhos da própria consciência. Neste momento, em que o País passa por um grave contexto socioeconômico e político, com intensa piora nas mazelas da saúde, prejudicando pacientes e profissionais, precisamos abraçar a causa em defesa da segurança e nos organizar para melhorar a saúde de nossa população, muito sofrida e carente de sua maior expectativa: ter uma saúde de qualidade.
 
Salomão Rodrigues Filho é psiquiatra e conselheiro federal pelo estado de Goiás.
 
A prevenção ao suicídio e o Setembro Amarelo
Sex, 23 de Fevereiro de 2018 11:15

Alexandre Paim Diaz*

 

O suicídio está entre as dez principais causas de mortalidade no mundo e é o segundo motivo mais frequente na faixa etária dos 15 aos 34 anos. Não é possível estabelecer uma explicação única para esse tipo de morte. O mais provável é que resulte de uma interação entre fatores sociais, ambientais e individuais. No entanto, sabemos que os transtornos psiquiátricos têm um peso diferenciado nessa equação: quase todas as pessoas que cometeram suicídio apresentavam doenças como depressão, transtorno bipolar, esquizofrenia ou faziam uso de drogas, lícitas ou ilícitas. Assim, o tratamento do transtorno psiquiátrico é a principal forma de prevenção do suicídio, cujo risco é uma emergência médica.

O estigma é uma das maiores barreiras para o acesso ao tratamento: está presente na pessoa que evita buscar ajuda por vergonha dos seus sintomas, no gestor que não direciona os recursos necessários à saúde mental e naquela pessoa (familiar, amigo ou colega) incapaz de reconhecer que, caso houvesse possibilidade de escolha, não se optaria pela doença. O estigma nos cega para a eficácia e segurança da eletroconvulsoterapia e colabora para o fechamento de leitos de tratamento psiquiátrico, ambos necessários para salvar vidas.

O Setembro Amarelo é uma iniciativa da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e do Conselho Federal de Medicina (CFM) que tem como objetivos principais: 1) chamar a atenção da sociedade para esse grave problema de saúde pública; 2) fornecer informações técnicas sobre os principais fatores de risco e as formas de prevenção do suicídio. Mas ao falar da importância do diagnóstico e do tratamento dos transtornos psiquiátricos, o Setembro Amarelo vai além e contribui para a redução do estigma e do preconceito dos quais inúmeros brasileiros são vítimas. Mais do que isso, reconhece o potencial de cada indivíduo da sociedade civil para ajudar na redução das taxas de suicídio, não somente a partir do conhecimento dos sinais de alerta, fatores de risco e de proteção, mas também colaborando com a redução do estigma e do preconceito em relação aos transtornos psiquiátricos.

 

*Co-coordenador Nacional da Campanha Setembro Amarelo ABP/CFM.

 

 

* As opiniões, comentários e abordagens incluidas nos artigos publicados nesta seção são de inteira responsabilidade de seus autores e não expressam, necessariamente, o entendimento do Conselho Federal de Medicina (CFM).

 

 * Os textos para esta seção devem ser enviados para o e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. , acompanhados de uma foto em pose formal, breve currículo do autor com seus dados de contato. Os artigos devem conter de 3000 a 5000 caracteres com espaço e título com, no máximo, 60.

 
Como conviver (bem) com o dr. Google
Sex, 23 de Fevereiro de 2018 10:05

Alexandre Ruschi*

 

Ao digitar a palavra “câncer” no Google, obtêm-se 27,2 milhões de resultados em 0,56 segundos. Se a busca for bem mais ampla e genérica, por exemplo, pelo termo “doença”, o retorno é bem maior: 34 milhões; para “sintomas”, 26 milhões. Para a pesquisa por “sintoma”, há 25 milhões de sugestões.

É comum que estas buscas ocorram após exames clínicos periódicos. As consultas, nesse caso, tentam antecipar as conclusões que os pacientes ouvirão do médico. Eles querem logo saber se tudo está bem ou por que determinado exame está abaixo ou acima dos parâmetros recomendados.

A procura por detalhes sobre enfermidades não é novidade e vai além da internet. Quem nunca recebeu a ligação de um familiar ou amigo para checar se estava com alguma doença atire a primeira pedra. Da mesma forma, não são poucos os que nos consultam sobre enfermidades em uma festa ou no shopping.

Além dos sites pretensamente especializados, as pessoas também recorrem a aplicativos, nos quais leigos têm acesso a dados como sintomas e tratamentos para doenças.

Alguns desses apps, a propósito, são desenvolvidos por instituições de saúde altamente credenciadas e se propõem a auxiliar as pessoas em casos de atendimento domiciliar (por médicos), controle de vacinas, dietas, qualidade do sono e nível de açúcar no sangue, para citar apenas algumas funcionalidades.

Por mais que a abordagem da maioria dos sites seja superficial, não adianta simplesmente condenar essa invasão de área de competência. Neste mundo de redes sociais, os internautas compram, vendem, se informam, estudam, trabalham, namoram e se divertem na web. Logo, também procuram apoio quando têm sintomas de prováveis doenças.

Alguns pacientes avançam os limites e se julgam aptos a discutir o tratamento para seus males com base em informações genéricas, nem sempre obtidas em páginas com suporte científico.

Lembro que, no passado, se dizia que nós, brasileiros, éramos milhões de técnicos de futebol. Todos nos julgávamos capazes de escolher os melhores jogadores para a Seleção ou para nossos times. Nas décadas de 1980 e 1990, também nos considerávamos aptos a fazer propostas para acabar com a hiperinflação, embora não fôssemos economistas.

A diferença é que no futebol e na economia nossos palpites são apenas uma ilusão do domínio de atividades que, na verdade, exigem muito conhecimento e experiência. Na medicina, a interferência exagerada do paciente pode constranger os profissionais, que estudam longos anos para exercer uma atividade ligada à saúde e à vida.

Talvez a maioria das pessoas ainda desconheça que os médicos estão sempre participando de congressos, seminários, palestras e estudando trabalhos científicos para se atualizarem sobre os melhores tratamentos e tecnologias inovadoras em saúde.

Além disso, como resultados de exames devem ser considerados em conjunto, de acordo com o histórico do paciente, informações isoladas podem provocar pânico indesejável, desnecessário e injustificado.

Minha sugestão para os jovens médicos é que tenham paciência. Consultem a internet para se familiarizar com as dicas repassadas a seus pacientes. Dialoguem com eles. Transparência, informação, empatia e bom humor são coadjuvantes importantes de uma boa anamnese.

No passado, o médico era uma autoridade mais respeitada e acatada nas pequenas e grandes cidades do país: o que ele dizia era lei. Assim como ocorre com as operadoras de planos de saúde, também os profissionais da medicina são alvo de críticas e de contestações, e as pessoas tentam ser mais proativas em suas consultas.

O melhor antídoto contra essa situação é a confiança. Por isso, o ideal é que médicos e pacientes tenham relações duradouras para ampliar o respeito e o entendimento mútuo do seu histórico de saúde.

Não adianta reclamar do dr. Google. Temos de nos adaptar aos novos tempos, como os médicos sempre fizeram à medida que surgiam avanços tecnológicos, tratamentos inovadores ou simplesmente mudanças comportamentais.
 
 

* Médico, presidente da Central Nacional Unimed.

 

* As opiniões, comentários e abordagens incluidas nos artigos publicados nesta seção são de inteira responsabilidade de seus autores e não expressam, necessariamente, o entendimento do Conselho Federal de Medicina (CFM).

 

 * Os textos para esta seção devem ser enviados para o e-mail Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. , acompanhados de uma foto em pose formal, breve currículo do autor com seus dados de contato. Os artigos devem conter de 3000 a 5000 caracteres com espaço e título com, no máximo, 60.

 
O saneamento e a assistência à saúde
Qui, 15 de Fevereiro de 2018 10:55

Carlos Vital Tavares Corrêa Lima

 

No Brasil, a análise das políticas públicas de saneamento mostra que mais de 100 milhões de brasileiros não contam com coleta ou tratamento de esgoto. Os números oficiais divulgados mais recentemente apontam que apenas 50,3% da população tem acesso a esse tipo de serviço e que metade utiliza medidas alternativas (nem sempre eficientes) para lidar com dejetos, o que inclui desde a construção de uma fossa até o despejo direto em rios e córregos.

Esses dados são provenientes de estudo apresentado pelo Instituto Trata Brasil, que organizou um ranking desses serviços a partir de informações oficiais. No momento em que o País combate a febre amarela, é peremptório falar de saneamento, pois as informações do próprio Governo confirmam a falta de ações permanentes para correção desse grande problema nacional, com graves consequências para a saúde, sobretudo daqueles com menor renda ou poder aquisitivo.

Desde a sanção da Lei do Saneamento Básico (nº 11.445), em 2007, o índice de cobertura nesta área aumentou 8,3 pontos percentuais em nível nacional, o que corresponde a menos de um ponto percentual por ano. O avanço pode ser considerado ainda muito pequeno, pois não foi suficiente para contribuir de modo efetivo com a diminuição da desigualdade social ou com soluções para os problemas mais comuns e decorrentes da ausência desse tipo de serviço.

É inegável a importância do saneamento básico para o desenvolvimento econômico e social de uma nação. Sua presença contribui para a melhoria dos indicadores epidemiológicos e ajuda na redução do número de casos de doenças infectocontagiosas. Levantamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) mostra que 65% das internações de crianças menores de 10 anos são causadas por doenças decorrentes da fragilidade ou da inexistência de redes de esgoto e água tratada.

A ausência desses serviços compromete ainda o desempenho escolar, com expectativa sombria sobre o futuro, sem melhores ofertas de emprego, trabalho e renda. No estudo do Instituto Trata Brasil ficou evidente que o rendimento médio dos que habitam em locais desprovidos de saneamento básico é em média 18% inferior em comparação com o dos moradores de áreas atendidas pela coleta de dejetos.

Afinal, a falta de saneamento é uma porta aberta para o aumento da incidência de doenças como diarreia, leptospirose ou dengue, conforme têm atestado a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

O estudo do Instituto aponta também os 10 municípios do País com melhores e com piores desempenhos na oferta do acesso à agua e ao esgoto. Ao se verificar o perfil epidemiológico dessas localidades, percebe-se, por exemplo, que, no período de 2007 a 2015, os que apresentam performance mais negativa registraram 92.338 internações por diarreia contra 22.746 internações nas que têm destaque positivo.

Nos municípios que enfrentam maior precariedade, a taxa de internação média por diarreia foi de 190 casos para cada grupo de 100 mil habitantes. No extremo positivo, esse índice foi de 68,9. O mesmo comportamento se observa na avaliação dos dados epidemiológicos da dengue.

Entre 2007 e 2015, nos 10 municípios de pior desempenho, houve 145.690 pessoas com diagnóstico de dengue, ou seja, três vezes mais do que naqueles com melhor posição nesse ranking (42.977 casos). Situação semelhante ocorre no que se refere ao total de internações (19.102 contra 4.728) e de óbitos por complicações geradas por conta dessa doença (149 contra 33 casos).

Lamentável conviver com a realidade expressa por esses números após uma década da entrada em vigor da Lei do Saneamento Básico, que prevê a universalização dos serviços de abastecimento de água e de tratamento da rede de esgoto no País.

Trata-se de uma meta nobre e imperativa para diminuição das desigualdades sociais e para estímulo ao desenvolvimento sustentável, o que exige medidas competentes das três esferas de gestão. A norma definiu, inclusive, as competências do Governo Federal, dos estados e dos municípios neste quesito.

Contudo, a distância entre o ideal e o real é enorme, o que exige um esforço coletivo para superá-la.

Assim, a falta da promoção de mudanças radicais nos investimentos em obras de saneamento por parte dos gestores implica em riscos e perigos para os brasileiros, como o Aedes aegypti, responsável pela transmissão da dengue, zika e chikungunya, que continuam presentes no cotidiano da sociedade brasileira, especialmente no meio em que vive a imensa e maior parte do nosso povo carente e totalmente dependente das responsabilidades governamentais.

 

 

Palavra do Presidente publicada na edição nº 275 do jornal Medicina. Acesse aqui a publicação.

 
Os males que espantam
Seg, 05 de Fevereiro de 2018 09:35

Mário Henrique Osanai*

 

São estarrecedoras as revelações trazidas por personagens de esquemas de corrupção que assaltam o País. Apesar de toda a divulgação dos fatos, o dinheiro público segue tomando caminhos indevidos de forma indecente — e impune. Mesmo com cifras elevadíssimas, pouco se visualiza do impacto real desses absurdos.

É preciso perceber o tamanho desse mal. São hospitais fechando, escolas ruindo e o socorro que não vem. São vidas perdidas por males que superam a barbárie da tortura. São dramas que não se limitam aos indicadores de desnutrição, mas aos longos períodos de sofrimento por fome, dor física e abandono. Não se medem por índices econômicos de desemprego e recessão, mas pela agonia interminável do medo, da insegurança e das oportunidades que não retornam.
A corrupção contaminou a sociedade de forma hedionda e cruel. Comprometeu, inclusive, as instâncias que deveriam fiscalizar, organizar, proteger e garantir dias melhores para todos, em especial os vulneráveis e mais necessitados.

São décadas de desmandos em que os reflexos dessa torpe conduta estão cada vez mais expostos. Mas seguem invisíveis. Estão presentes no cotidiano de todos, em atos e omissões de bandidos, alguns ilustres e respeitados como autoridades. Hipócritas que deturpam a cidadania e a democracia, desfrutam de prestígio e poder, mas destroçam uma sociedade inteira. O mais trágico é que seguem com a certeza da impunidade. Nessa linha, parece insano esperar por mudanças eficazes em curto prazo.

Será preciso depurar, com rigor e comprometimento, cada instituição, cada representação, cada centavo gasto (ou desperdiçado). Nesse processo, muitas listas de escândalos e decepções ainda deverão surgir, demandando coragem e isenção na investigação, mas com a expectativa da justa responsabilização dos envolvidos e a reversão dos recursos em prol de toda a sociedade.

Caso contrário, será como o final de um espetáculo pirotécnico, em que, apesar do êxtase das lindas e efêmeras imagens proporcionadas, quem reina absoluta é a escuridão da noite.

 

*Médico graduado pela UFRGS em 1989/ Cremers nº 17.419/ Cancerologista cirúrgico – RQE nº 20.134/ Médico fiscal sênior do Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio Grande do Sul (Cremers).

 
 

* As opiniões, comentários e abordagens incluidas nos artigos publicados nesta seção são de inteira responsabilidade de seus autores e não expressam, necessariamente, o entendimento do Conselho Federal de Medicina (CFM).

 

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