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Abertura do apresenta panorama da demanda e da oferta de consultas no país

 

O Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) afirmou, no primeiro painel do III Fórum da Câmara Técnica de Oftalmologia do Conselho Federal de Medicina (CFM), que a especialidade tem profissionais para suprir o déficit de consultas do Sistema Único de Saúde (SUS), desde que haja recursos e política pública para isso. O painel “Situação da Refração no Brasil” abriu, nesta quarta-feira (30), a programação científica do evento, que tem a refração como tema central.

 

O fórum é organizado pelo conselheiro federal Cleiton Cássio Bach, suplente por Rondônia e coordenador da Câmara Técnica de Oftalmologia. A moderação do painel foi do conselheiro federal Nazareno Bertino Vasconcelos Barreto, suplente pelo estado de Roraima e membro da Câmara Técnica.

 

 

Assista ao Fórum em sua íntegra:

https://www.youtube.com/live/kQ2rtNeiEzg?si=FawqUjv1ztasrZfw

 

 

O 2º secretário do CBO, Frederico Valadares de Souza Pena, explicou que a procura por consulta oftalmológica funciona de modo distinto no SUS e na saúde suplementar. No SUS, a oferta é controlada e hierarquizada, com referência e contra-referência. Na saúde suplementar, os 53,2 milhões de beneficiários podem procurar o oftalmologista espontaneamente na rede credenciada, dentro dos prazos máximos definidos e fiscalizados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

 

Pena estimou déficit de 15 milhões de consultas na população que depende exclusivamente do SUS. Entre as medidas propostas para resolver essa demanda estão o aproveitamento da capacidade ociosa da rede privada, o uso de tecnologia na integração do atendimento e a simplificação do credenciamento. O CBO defende ainda um modelo em rede, com triagem qualificada nos distritos sanitários e consulta presencial ou por teleoftalmologia, com resolução de até 70% dos casos e encaminhamento de cerca de 15% dos casos mais graves.

 

Demografia médica – O secretário-geral do CBO, Mauro Goldbaum, apresentou dados sobre a força de trabalho. Segundo o estudo, o Brasil tem 18.545 oftalmologistas, o que dá pouco mais de 8,5 por 100 mil habitantes. Mas ponderou que a distribuição é desigual. Mais de 50% dos especialistas estão no Sudeste, e São Paulo concentra quase 30%. As capitais têm cerca de 24 oftalmologistas por 100 mil habitantes, e muitas cidades pequenas não tem nenhum, exigindo deslocamento do paciente.

 

Participaram dos debates o tesoureiro do CBO, Lisandro Massanori Sakata, e a presidente da entidade, Maria Auxiliadora Monteiro Frazão. Os participantes destacaram a importância da plataforma Medicina Segura para defender a segurança do paciente e a integridade do Ato Médico.

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