Presidente do Cremesp (à esquerda) defende avaliação seriada
As chances de aprovação do projeto de lei que prevê um exame seriado para os estudantes de medicina e as propostas do CFM para a melhoria do ensino médico foram debatidos no painel “Exame obrigatório de ensino e dos egressos dos cursos de medicina”, debatido na manhã de quarta-feira (12), durante o 2º Encontro Nacional dos Conselhos de Medicina 2018 (ENCM), realizado de 12 a 14 de setembro, na sede do Conselho Federal de Medicina (CFM), em Brasília. Os conferencistas desse painel foram o presidente do Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp), Lavínio Camarim, e o coordenador da Comissão de Ensino Médico do CFM, Lúcio Flávio Gonzaga Silva.

Os últimos resultados do Exame do Cremesp e as negociações em torno da aprovação do projeto de lei do Senado 165/17, que prevê a criação de um exame nacional de proficiência em medicina, foram apresentados por Lavínio Camarim. Após trabalho parlamentar realizado no Congresso, o senador Ronaldo Caiado (DEM/GO) apresentou, na Comissão de Educação, um substitutivo ao PL 165/17 prevendo que a avaliação seja regulamentada pelo CFM. “A nossa posição é que o exame seja seriado, já que o terminativo não resolve o problema da educação médica”, afirmou Camarim.

Segundo o presidente do Cremesp, nos trezes anos de existência do Exame aplicado pela entidade, o índice de aprovação dos estudantes tem crescido paulatinamente. Na edição de 2017, a média de aprovação foi de 65%, sendo em torno de 87% nas faculdades públicas e 51% nas escolas particulares. No início do exame, a média das escolas particulares não chegava a 30%. Nos Estados Unidos, os índices de aprovação em exames semelhantes variam de 95% a 97%. Por fim, defendeu uma regulamentação do exame dos egressos. “Temos de propor, pois se não o fizermos, outras entidades farão”, argumentou. Acesse, aqui, a apresentação do presidente do Cremesp.Conselheiro Lúcio Flávio apresentou propostas do CFM para o ensino médico
 

Ensino médico – Em seguida, o coordenador da Comissão de Ensino Médico do CFM, Lúcio Flávio Gonzaga, defendeu que a avaliação dos egressos seja “formativa, devolutiva e consequente”. O caminho não é punir o aluno, mas realizar avaliações seriadas − no segundo, quarto e sexto ano − que permitam ao aluno refazer sua trajetória de ensino até que seja considerado apto a exercer a profissão.

“O CFM também defende o estabelecimento de pré-requisitos para a criação e continuidade de escolas médicas, a qualificação docente, o Revalida e o Saeme”, defendeu. Também é necessário que haja cenários de prática para os estudantes. “Em Fortaleza, onde me formei e fui professor de medicina por 35 anos, havia um hospital de ensino para uma escola médica, hoje temos oito faculdades e continua apena um hospital. O ideal é: para cada escola médica criada, que seja criado um hospital de ensino. Assim se garantiria a qualidade na formação médica”, afirmou. Acesse, aqui, a apresentação do coordenador da Comissão de Ensino Médico.

Veja fotos do evento aqui. 

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