O Secretário de Vigilância à Saúde do Ministério da Saúde, Adeilson Loureiro Cavalcante, acompanhado pela diretora do Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais, Adele Benzaken, reuniram-se com o 3º vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Emmanuel Fortes, para tratar da epidemia da sífilis no país.

Os dois gestores pediram o apoio do CFM no combate ao problema e sugeriram algumas medidas, entre elas a de que o CFM recomende que os médicos prescrevam o início do tratamento com penicilina benzatina nas grávidas caso o teste rápido dê positivo, mesmo antes da realização do VDRL. Em 2015, 40 mil bebês nasceram com sífilis congênita em bebês e a medida ajudaria a reduzir este número.

“A sífilis é uma epidemia que precisa ser enfrentada”, afirmou o conselheiro Emmanuel Fortes. A proposta será entregue na presidência do CFM, que deverá encaminhá-la para a Câmara Técnica de Infectologia. O CFM já tem um engajamento no combate às doenças sexualmente transmissíveis e em 2016 aprovou a Recomendação 2/2016, recomendando que médicos orientassem seus pacientes a realizarem os exames de hepatites B e C, sífilis e HIV. A reunião entre o CFM e os representantes do Ministério da Saúde ocorreu no dia 8 de fevereiro.

O CFM também é signatário da “Agenda de Ações Estratégicas para Redução da Sífilis Congênita no Brasil”, lançada pelo Ministério da Saúde em outubro do ano passado como parte do esforço para reduzir a incidência no país. A agenda contempla medidas preconizadas pelo CFM, como a ampliação do acesso das gestantes a programas de pré-natal, com acompanhamento de médicos para o diagnóstico e a prescrição de tratamento; formação de equipes multidisciplinares para assegurar cuidado integral à gestante e a oferta de quantidades suficientes de penicilina benzatina para tratar gestantes e seus parceiros e de penicilina cristalina para crianças com sífilis congênita. 

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