O Conselho Federal de Medicina (CFM) informa aos médicos, a pedido do Ministério da Saúde, que estão disponíveis para consulta as orientações gerais sobre manejo e controle da tuberculose durante a pandemia de covid-19. Voltado aos médicos e demais profissionais de saúde, além de coordenadores das assistências farmacêuticas estaduais e coordenadores dos programas estaduais de controle da tuberculose, os documentos apontam que não há restrições específicas para prevenção da COVID-19 às pessoas em tratamento de tuberculose, sendo aplicáveis todas as medidas já recomendadas pelo Ministério da Saúde.

Confira aqui as recomendações do Ministério da Saúde.

Entre as medidas de prevenção que devem ser adotadas também pelos pacientes com tuberculose, estão a higiene frequente das mãos com água e sabão ou álcool 70%; evitar o toque nos olhos, nariz e boca e contato com pessoas doentes; cobrir a boca e o nariz ao tossir, com o cotovelo flexionado ou uso de lenço descartável. Também são recomendados o distanciamento de locais com aglomeração de pessoas; ficar em casa; limpar objetos e superfícies tocados frequentemente.

Apesar de não haver, segundo ofício encaminhado aos colaboradores, estudos que apontem piores desfechos clínicos da covid-19 com a tuberculose, é válido lembrar que a doença acomete os pulmões e afeta os mais vulneráveis. Ressalta, ainda, que pessoas que já tiveram tuberculose no passado podem permanecer com sequelas pulmonares e, assim, a depender da extensão, podem favorecer para maior gravidade em casos de pneumonia associada à covid-19.

Diante de tais riscos, é recomendado que sejam organizadas as redes de atenção à saúde local para que pessoas com sintomas de tuberculose tenham acesso aos serviços de saúde e serviços de laboratório, a fim de evitar atraso no diagnóstico da doença. Também, organizar a rede de saúde e orientar o diagnóstico de tuberculose no contexto da pandemia pelo novo coronavírus, uma vez que casos de tuberculose podem ser diagnosticados a partir de sintomas semelhantes aos da covid-19.

As pessoas com tuberculose devem ser orientadas às formas de prevenção da infecção covid-19 e a permanecer em casa o máximo possível, além de diminuir a frequência das visitas aos serviços de saúde para consulta de seguimento das pessoas em tratamento da doença ou da infecção latente, dependendo das condições clínicas observadas.

A dispensação dos medicamentos deve ser no máximo mensal para tratamento da tuberculose ou de infecção latente, sempre considerando os estoques disponíveis; e postergar a investigação e o tratamento da ILTB em contatos assintomáticos adultos e adolescentes.

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