Os médicos de São Paulo promovem assembléia geral no próximo dia 17 de agosto, às 20h, no Centro de Convenções Rebouças, para fazer um balanço sobre o movimento pela implantação da Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos. Desde 30 de julho, os profissionais de Medicina estão atendendo no sistema de reembolso. O movimento em São Paulo tem cerca de 54% de adesão, segundo pesquisa divulgada em 7 de agosto. De acordo com avaliações preliminares, essa adesão vem crescendo paulatinamente. A luta dos médicos pela implantação da CBHPM na saúde suplementar já atinge 19 estados brasileiros e tem três vertentes principais: 1. A melhoria da qualidade da assistência ao paciente. Atualmente, certas empresas trabalham com listas referenciais defasadas em quase uma década, o que priva os pacientes de inúmeros avanços científicos. A Classificação Brasileira Hierarquizada amplia em mais de mil novos procedimentos o elenco de cobertura. Os médicos, aliás, estão alertando a sociedade sobre essa questão e também sobre as pressões que sofrem para reduzir exames, internações e outros procedimentos importantes para salvaguardar a saúde dos pacientes. 2. A Classificação Brasileira Hierarquizada de Procedimentos Médicos permite ao usuário avaliar o plano que adquire, tornando claro a todos como cada operadora valoriza seus prestadores de serviços. 3. A CBHPM busca a valorização do trabalho do profissional de Medicina, que há cerca de dez anos não recebe quaisquer reajustes dos planos de saúde. Em contrapartida, apenas nos últimos sete anos, as empresas penalizaram os usuários com 248% de aumento, isso sem contar a recente majoração de 11,75% autorizada pela ANS. O Índice do Custo de Vida (IVC), no mesmo período, foi de 72,63%, segundo o DIEESE. As entidades médicas de São Paulo e do Brasil, a propósito, condenam os aumentos abusivos que as empresas vêm anunciando nas últimas semanas para os usuários e até criaram o Disque Denúncia 0800 887 7700, para que os pacientes possam registrar suas queixas contra seguros e operadoras de saúde. As reclamações estão sendo cadastradas e avaliadas semanalmente para posterior encaminhamento às autoridades responsáveis. Na assembléia de 17 de agosto, não está descartada a possibilidade de o esquema de atendimento por reembolso ser estendido a outras empresas, caso não sejam concretizadas até lá propostas de implantação da CBHPM. FONTE: Acontece Comunicação e Notícias
Médicos de São Paulo analisam movimento pela CBHPM
12/08/2004 | 00:00