O noticiário nacional reflete os problemas apontados por especialistas e pela Senasp.  Só em junho deste ano vários casos foram noticiados pelo País: em Maceió (AL), a Folha de S. Paulo noticiou ossadas humanas –  de responsabilidade do IML – abandonadas no antigo prédio do instituto.

Em Minas Gerais, a pressão para que o IML realize trabalho de esclarecimento de mortes naturais (tipo de inadequação já denunciada pelo jornal Medicina na edição passada) está causando um imbróglio local, em que as principais vítimas são a população e os médicos do IML.  Essa demanda prejudica a real função do instituto, que é realizar perícias criminais para auxiliar tecnicamente as autoridades policiais e judiciárias no esclarecimento de ilícitos penais.

O jornal SBT Brasil mostrou pessoas que esperaram dias até a liberação do corpo de um familiar, no Rio de Janeiro. Assista aqui a íntegra da reportagem.No Rio de Janeiro, no início de junho corpos que chegavam ao IML da capital eram encaminhados para outras unidades (Campo Grande, Nova Iguaçu e Duque de Caxias), pois funcionários da limpeza terceirizados não estavam recebendo salário e o instituto estava sem limpeza.  O jornal SBT Brasil mostrou vários casos de pessoas que tiveram de se deslocar quilômetros e aguardar dias para a liberação do corpo de um familiar.

Em Roraima, o CRM estadual (CRM-RR), em parceria com órgãos como o Ministério Público (MPRR), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Conselho Regional de Odontologia (CRO-RR), tem realizado várias fiscalizações no IML Dr. Benigno José de Oliveira, localizado em Boa Vista, nos últimos anos. Mas a maior parte das recomendações feitas à gestão não foi seguida.

“Muitas promessas foram feitas, inclusive de uma nova sede e de reformas estruturais, mas, quando voltamos [um ano depois], pouco ou quase nada mudou”, relata a presidente do CRM-RR Blenda Avelino.

O CRM acionou a Promotoria de Justiça de Defesa da Saúde do MPRR e a Secretaria de Segurança Pública e já marcou novas reuniões para tentar pressionar as autoridades pela resolução dos problemas.

“São situações que devem ser denunciadas. Os Conselhos de Medicina sempre agirão para garantir o direito do cidadão”, disse o conselheiro Nemésio Tomasella.

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