Abrindo o último dia de debates do I Encontro Nacional dos Conselhos de Medicina (IENCM2018), os palestrantes destacaram a relevância da Medicina Baseada em Evidências (MBE) e o funcionamento do sistema de transplante brasileiro relacionado aos critérios para diagnóstico de morte encefálica definidos pelo Conselho Federal de Medicina (CFM).

Professor da Universidade de São Paulo (USP) e coordenador do Programa Diretrizes da Associação Médica Brasileira (AMB), Wanderley Bernardo destacou que, quando se trata de MBE, os principais interessados são: os pacientes, profissionais de saúde, publicadores, sistemas gestores, mas também a indústria e a mídia, por exemplo.

Em mesa coordenada pela conselheira federal Rosylane Rocha, o docente afirmou que “evidência científica é parametrização para se atingir equidade. A judicialização, por exemplo, cresce exponencialmente por falta de parâmetros na saúde e, assim, o judiciário e o Ministério Público o fazem a fim de garantir o acesso universal”.

Bernardo afirmou que não há como se vencer as fontes de pressão, como medicalização da sociedade, judicialização, mídia e indústria, se não houverem parâmetros e é isso que Medicina Baseada em Evidências objetiva. “Transparência, credibilidade, confiança e conhecimento são fundamentais para que a medicina não fique à mercê do mercado e do marketing. É necessário haver uma integração clínica centrada no paciente”, concluiu o professor.

Transplantes – Sob coordenação do presidente do Conselho Regionais do Amazonas (Cremam), Bernardes Sobrinho, e secretaria do conselheiro federal Ademar Augusto, a conferência sobre morte encefálica e transplantes foi aberta pelo relator da nova Resolução CFM nº 2173/2018, Hideraldo Cabeça. O neurologista detalhou a evolução normativa promovida pelo CFM em comparação, inclusive, a outros países.

Coordenadora do Sistema Nacional de Transplantes (SNT), Rosana Nothen afirmou que o Brasil é um dos maiores sistemas públicos de transplantes de órgãos e tecidos do mundo com quase a totalidade sendo feita pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e com forte controle sobre a distribuição, o que garante a credibilidade e o respeito ao sistema.

Imunossupressão nos transplantes, considerando evidências de eficácia e efetividade das drogas, foi tema de palestra da médica especialista em infectologia Clarice Petramale. Segunda ela, um dos grandes desafios é definir protocolos para utilização de imunossupressores para os diversos tipos de transplantes.

Para saber mais sobre o I Encontro Nacional dos Conselhos de Medicina 2018, acesse: www.eventos.cfm.org.br .

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