Especialistas discutiram papel do especialista e sua valorizaçãoA terceira edição do Fórum de Clínica Médica, realizado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), reuniu especialistas de todas regiões do país no dia 27/4, em Brasília (DF). O papel do especialista e sua valorização foram os temas que permearam palestras durante todo o dia. O tema tem sido discutido pela Câmara Técnica da área a qual tem analisado as competências clínicas e a ampliação da residência desta especialidade para três anos.
 
Buscando compreender melhor o cenário e dar maior segurança para o residente em clínica médica, o fórum debateu as mudanças do perfil do especialista. “São pontos fulcrais aos nossos interesses ter o clínico bem formado e capaz de assumir suas responsabilidades, o que requer estrutura, condições de trabalho e valorização profissional”.
 
Segundo a coordenadora-adjunto da Câmara Técnica no CFM, Maria do Patrocínio Tenório, esses debates objetivam destacar o clínico como fundamental para a regulação do cuidado e para a otimização dos recursos em saúde. “Ter um clínico no sistema de saúde significa ter a melhor assistência para o adulto e a melhor qualidade no atendimento secundário e terciário”.
 
O representante do Ministério da Saúde e coordenador Geral de Gestão a Atenção Básica, Arnoldo de Oliveira Júnior, falou da importância de se ter profissionais clínicos no sistema de saúde e ainda defendeu uma carreira de Estado para que garantir a interiorização deste profissional.
 
“Nós abandonamos o médico e não o valorizamos. O Ministério criou o Programa Mais Médicos, para resolver a interiorização, mas é um esforço muito pequeno. O que precisamos é formar médico de qualidade e ter uma carreira médica que, ao meu entender, é a única coisa capaz de salvar essa situação”.
 
Competências – Durante o encontro também foram discutidas as Competências do Clínico/Internista como forma de orientar a formação e o desenvolvimento de conhecimentos, habilidades e atitudes do especialista. O tema tem sido debatido nas reuniões periódicas da Câmara Técnica.
 
Segundo Maria do Patrocínio Tenório, a análise tem levado em conta a revisão de literatura das principais diretrizes internacionais sobre o tema. “A Câmara Técnica procura respeitar as necessidades e especificidades regionais, locais e o perfil institucional de formação do especialista, garantindo um padrão de formação uniforme central em Clínica Médica/Medicina Interna”.
 
Como o tema ainda está em fase de análise, o CFM aguarda o fim do trabalho da CT de Clínica Médica para avançar na proposta. Caso seja aprovada, deverá ser encaminhada para Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM) do Ministério da Educação, coordenada por Rosana Leite, e posteriormente pela Comissão Mista de Especialidades.
 
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