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Discutir dificuldades comuns, buscar respostas estruturantes e desenvolver uma visão compartilhada para o desenvolvimento da medicina na região ibero-americana, latino-americana e do Caribe. Estes são os objetivos de uma assembleia geral ordinária que acontece de 23 a 25 de novembro no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília (DF).
Trata-se de um evento da Confederação Médica Latino-americana e do Caribe (Confemel), organizado pelo Conselho Federal de Medicina – a entidade anfitriã – que reunirá as principais entidades médicas e de integração da região – além do CFM, Confederação Médica da República Argentina (COMRA), Federação Médica Venezuelana, Secretaria-Geral Ibero-Americana (SEGIB) e Colégio Médico da Bolívia. Além destes, haverá representantes ibero-americanos – Ordem dos Médicos (Portugal) e Organização Médica Colegial (Espanha) e mundiais como a Federação dos Conselhos Médicos Estaduais dos Estados Unidos e Associação Internacional de Autoridades Médicas Reguladoras (IAMRA), também sediada nos EUA.
O público-alvo são médicos brasileiros e de países-membros da Confemel (como Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Haiti, México, Uruguai e Venezuela, por exemplo, além de Espanha e Portugal). A assembleia está aberta ainda a jornalistas e qualquer pessoa da comunidade que queira ter acesso (haverá transmissão on-line ao vivo). Acompanhe em: http://www.eventos.cfm.org.br/
 
Os tópicos selecionados estão entre os mais significativos na atualidade, entre eles saúde mental na América Latina (incluindo suicídio e síndrome de Burnout), políticas de saúde, regulamentação médica, sistema de fiscalização da medicina, enfermidades crônicas não transmissíveis e violência contra médicos (confira a programação completa abaixo). Na ocasião, as principais lideranças regionais discutirão ainda temas institucionais e elegerão a nova diretoria da confederação, que tomará posse durante o evento.
Para o 1º vice-presidente da Confemel e conselheiro federal Jeancarlo Fernandes Cavalcante, o Brasil tem desempenhado um papel preponderante nesse percurso de cooperação. “Ressalto a atuação do CFM no âmbito da política médica internacional. Comparar exemplos e ver como funciona a saúde pública em outros países traz grande potencial de corrigirmos as nossas distorções e implementarmos iniciativas que deram certo e foram eficientes em outros locais”, avalia.
 
 
Entrevista conselheiro Jeancarlo Fernandes Cavalcante (Rio Grande do Norte)
 
O senhor atualmente é vice-presidente da Confemel. Como o senhor avalia a presença brasileira nesse espaço e que tipo de benefícios ela traz?
A participação é importante porque podemos contribuir com as nossas experiências como o Sistema Único de Saúde (SUS) e o polêmico Programa Mais Médicos, por exemplo, para outros países da América Latina. Também podemos adquirir experiências inovadoras que são realizadas em alguns países-membros. É um intercâmbio de auxílio e de aquisição de experiências entre países ibero-americanos e latino-americanos, pois a confederação reúne membros da América Latina e Caribe, mais Portugal e Espanha (ingresso destes países ibéricos foi deliberado e aceito pela confederação na última assembleia geral, em abril, em Montevidéu). Então, é um campo bastante vasto de experiências.
 
Como o Brasil tem se posicionado nesse espírito de cooperação?
Ressalto a atuação do CFM no âmbito da política médica internacional. Comparar exemplos e ver como funciona a saúde pública em outros países traz grande potencial de corrigirmos as nossas distorções e implementarmos iniciativas que deram certo e foram eficientes em outros locais. Estamos no caminho certo na busca da melhoria da saúde pública brasileira através desse intercâmbio e diálogo interpaíses.
 
O senhor esteve em Montevidéu em abril deste ano na assembleia geral extraordinária da Confemel. Temas brasileiros como a fosfoetanolamina sintética e a violência foram alvo de atenção do grupo. Como os estrangeiros se posicionaram ante a essas questões?
O grupo ficou espantado em relação a como um país continental como o Brasil e com uma política pública (teoricamente) muito bem estabelecida permitiu que uma droga como a fosfoetanolamina fosse adquirida por pacientes sem que o medicamento passasse por todas as fases dos testes clínicos (ou seja, sem sua eficácia e segurança reconhecida por evidências científicas). Houve espanto geral por parte dos outros países. Em relação à violência, não era de conhecimento que, em algumas cidades, mesmo conhecidas por sua beleza e violência, como o Rio de Janeiro, esse mal atingisse os médicos que atuam no sistema público de saúde. Essa questão afeta vários outros países da região e temos discutido como combater esse tipo de ocorrência partilhando experiências e políticas de prevenção.
 
Qual a expectativa em relação à assembleia que será realizada em Brasília? Quais temas o senhor destacaria?
Eu destacaria a questão do suicídio e da síndrome de Burnout, que é o estresse pelo trabalho degradante. É um tema bastante discutido em todos os países onde há taxas crescentes de suicídio entre médicos e acredita-se que seja pelo estresse da profissão. Outra coisa importante é o desafio da regulamentação da medicina no mundo, porque em muitos países a medicina é regulada pelo governo e em outros há autonomia maior através de autarquias, como acontece no Brasil. Temos também o desafio da medicina na América Latina, cada dia mais urgente de se discutir, pois saúde é o mínimo existencial e deve ser prioridade de orçamento de qualquer país. Outro tema, entre tantos, que merece destaque é a questão das crianças desaparecidas. Temos taxas crescentes dessa ocorrência nos países que fazem parte da Confemel, mas esse tópico ainda está à margem da discussão na sociedade. É importante que enfatizemos esse problema para que a sociedade tenha conhecimento da sua dimensão e do quanto é importante nos engajarmos.
 
O CFM tem colocado que o médico pode ter um papel relevante na questão das crianças desaparecidas.
O CFM busca – através de suas campanhas – qualificar os médicos para que, em uma abordagem clínica em um atendimento a uma criança, possa identificar se o menor apresenta indícios de que foi raptado ou sequestrado e possa alertar às autoridades esse tipo de ocorrência. Ele deve ficar atento, por exemplo, a procedimentos como pedir a documentação do acompanhante (e verificar se ele é genitor, avô, avó, irmão, irmã ou parente próximo) ou buscar marcas físicas de violência. Então, é um trabalho muito importante porque o médico pode de alguma maneira conseguir identificar casos suspeitos.
 
Qual o público que está sendo esperado nesse evento?
O público principal são os médicos brasileiros e médicos dos países-membros da Confemel. Está aberto ainda para jornalistas e qualquer pessoa da comunidade que queira ter acesso, até mesmo porque teremos transmissão pela internet. É um congresso aberto porque são temas que interessam a todos.
 
 
 
Programação
Assembleia geral ordinária da Confederação Médica Latino-americana e do Caribe (Confemel)
Data: 23, 24 e 25 de novembro de 2016
Local: Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB) – SCES Trecho 2, Conjunto 63, Lote 50, Asa Sul, Brasília, DF, 70200-002
 
23/11/2016 (quarta-feira)
8h30    Credenciamento
9h00 às 9h30    Abertura Oficial:
Carlos Vital Tavares Corrêa Lima, presidente do CFM
Florentino Cardoso Filho, presidente da AMB
Ruben Tucci, presidente da Confemel
 
9h30 às 10h30    Conferência: Saúde Mental na América Latina
Presidente: Karim Rojas Herrera (Costa Rica)
Secretário: Miguel Palacios Celi (Peru)
Palestrante: Antonio Geraldo da Silva, presidente da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP)
 
10h30 às 11h30    Mesa-redonda: Política de Saúde da América Latina
Presidente: Luis Velozo Papez (Chile)
Secretário: Juan Antonio Tobar (El Salvador)
Rede Brasileira: Senador Ronaldo Caiado
Desafios da Latino-Iberoamérica: Alexis Castillo, Costa Rica
 
 
11h30 às 12h30    Discussão
 
 
12h30 às 14h30    Intervalo para almoço
 
 
14h30 às 17h00    Reunião da Comissão Executiva da Confemel
– Reforma do estatuto da Confemel
– Incorporação da Espanha e Portugal
 
 
17h00 às 18h00    Reunião do conselho fiscal da Confemel
 
 
20h00    Atividade institucional
 
24/11/2016 – (quinta-feira)
9h00 às 9h20    Suicídio e Síndrome de Burnout
Presidente: Waldir Cardoso (Brasil)
Secretário: Erwin Viruez (Bolívia)
Palestrante: Arthur Hengerer,  presidente da Federation of State Medical Boards (FSMB)
9h20 às 10h00    O Desafio da regulamentação da Medicina no Mundo
Presidente: Nívio Moreira (Brasil)
Secretário: Sidnei Ferreira (Brasil)
Palestrante: Humayun Chaudhry, presidente eleito e secretário da IAMRA
10h00 às 10h30    Discussão
10h30 às 11h00    Crianças Desaparecidas – Um Problema de Todos
Presidente: Gerardo Eguren (Uruguai)
Secretário: Arturo Quevedo (Guatemala)
Palestrante: Ricardo Paiva, membro da Comissão de Ações Sociais do CFM
11h00 às 11h30    Violência contra Médicos
Presidente: Julio Apodaca (Paraguai)
Secretário: Arturo Quevedo (Guatemala)
Palestrante: Anibal Cruz, presidente do Colégio de Médicos da Bolívia
11h30 às 12h00    Discussão
12h00 às 14h00    Intervalo para almoço
14h00 às 14h30    Enfermidades Crônicas não transmissíveis
Presidente: José Hiran da Silva Gallo (Brasil)
Secretário: Alberto Afonso (Portugal)
Palestrante: Jorge Alberto Coronel, presidente da Confederación Médica de la República Argentina (COMRA)
14h30 às 15h00    A Crise Humanitária na Venezuela
Presidente: Lincoln Lopes Ferreira
Secretário: Jeancarlo Fernandes Cavalcante (Brasil)
Palestrante: Douglas León Natera, presidente da Federación Médica Venezolana
15h00 às 15h15  Declaração sobre o dopping no esporte e na atividade física
Presidente: Jeancarlo Fernandes Cavalcante (Brasil)
Secretário: Diogo Sampaio (Brasil)
Dr. Juan José Rodríguez Sendín – Presidente da OMC Espanha
 
 
15h15 às 15h30    Sistema de fiscalização do CFM e CRM
Presidente: Claúdio Bladuino Souto Franzen (Brasil)
Secretário: Douglas León Natera (Venezuela)
Palestrante: Emmanuel Fortes Cavalcanti, 3º vice-presidente do CFM
15h30 às 16h00    Discussão
16h00 às 17h00    O desafio da Medicina na Latino-Iberoamérica
Presidente: Julio Trostchansky (Uruguai)
Secretário: Suyapa Figueroa (Honduras)
Palestrantes:
Ruben Tucci, presidente da Confemel
Juan José Rodríguez Sendín, presidente da Organización Médica Colegial de España
José Manuel Silva, presidente da Ordem dos Médicos, Portugal
 
 
17h00 às 17h30    Medicina nuclear: estratégia de formação para Iberoamérica assinada com a Agência Internacional de Energia Atômica (OIEA)
Presidente: José Ramón Huerta Blanco (Espanha)
Secretário: Luis Mazzuoccolo (Argentina)
Palestrante: Juan José Rodríguez Sendín, presidente da OMC Espanha
 
 
17h30 às 18h30    Reunião do Conselho Fiscal da Confemel
 
 
20h00    Atividade Instituciona
25/11/2016 (sexta-feira)
10h00 às 12h00    Eleição e posse da nova diretoria da Confemel
14h00 às 17h00    City Tour Brasília
      
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