Inspeção obsevou melhorias em revestimentos dos banheiros e pintura de paredesEm uma vistoria realizada na última sexta-feira (1º/11), na Maternidade D. Evangelina Rosa, quando foi completado um ano desde que a maternidade vem sendo interditada eticamente pelo Conselho Regional de Medicina do Estado do Piauí – CRM-PI, foram checados cada item que levaram a interrupção dos atendimentos médicos naquela instituição para pacientes de baixa e média complexidade. De todos os graves problemas que vêm sendo enfrentados e cobrado soluções, nesses quase 12 meses, a grande maioria foi solucionado, o que levou o Conselho na noite desta segunda-feira, analisar e votar pela desinterdição da maior maternidade pública do Piauí.

A fiscalização foi realizada pela presidente do CRM-PI, Mírian Palha Dias Parente, e pela conselheira Ana Cláudia Louçana de Araújo, acompanhadas do promotor de Justiça do MPE, Eny Marcos Pontes. Foram avaliados mais uma vez as reformas físicas e o atendimento naquela instituição, principalmente fazendo um check list de todos os pontos críticos que levaram a ininterruptas continuidades de interdições desde novembro de 2018.

Dentre as melhorias que levaram a reunião plenária do CRM-PI, composta por seus conselheiros efetivos e suplentes, a decidirem pela volta da instituição de portas abertas foram estes: pintura de paredes, melhorias nos revestimentos dos banheiros e troca de portas velhas por novas nas enfermarias. Na Ala D, que passa por reforma física para receber a UTI materna e UTI neonatal, já se encontram bastante adiantadas, bem como o repouso, expurgo e posto de enfermagem. No final, a UTI materna passará de 8 a 10 leitos; a UTI neonatal permanecerá com 30 leitos e a Unidade de Cuidados Intermediários – UCINCO passará de 14 para 20 leitos. O CRM-PI foi informado que a entrega das UTI acontecerá ainda neste mês de novembro. A maternidade passou a contar com laboratório próprio

Outra constatação na vistoria foi que a maternidade passa a contar com laboratório próprio, tendo novos equipamentos adquiridos e escala completa de profissionais no setor. A parte de medicamentos e insumos está estabilizada, tendo ausência pontual, devido a problemas com distribuidores. O Instituto de Perinatologia teve o teto reformado e repouso para plantonistas.

O diretor da maternidade, Francisco Macedo, informou que já foram contratados mais cinco obstetras, faltando ainda mais dois para completar as escalas e que ainda há dificuldade na contratação de neonatologistas. Houve ainda melhorias na parte da nutrição para a qualidade e quantidade das refeições ofertadas. Houve melhorias nas instalações elétricas e avarias do prédio, como um todo.

“Houve progresso nos itens que levaram à primeira interdição e às próximas também e que nos levaram a várias reuniões com a Secretaria de Saúde, buscando meios de solucionar os problemas”, disse Mírian Parente.

A conselheira e obstetra Ana Cláudia Louçana informou que as vistorias terão um novo foco, pois o problema da superlotação nunca deixou de ser um problema na Evangelina Rosa. “Continuaremos com as fiscalizações pós desinterdição com outro foco. Já solicitamos que o Estado equipe hospitais e maternidades do interior e contrate equipes de obstetras e pediatras para evitar superlotação nas Evangelina Rosa com a entrada de pacientes de baixa e média complexidade, o que certamente trará problemas na qualidade do atendimento. É preciso que as centrais de Regulação do Estado e do município de Teresina façam essa triagem de maneira a evitar a entrada de paciente que devam ser atendidas em outras instituições”, lembra.

 

Fonte: CRM-PI

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