Em uma nova fiscalização realizada na noite de terça-feira (12), na maior maternidade pública do Piauí, a D. Evangelina Rosa, em Teresina, evidencia-se o caos nas condições de estrutura e funcionamento da maternidade, colocando em risco a vida de pacientes e trazendo insegurança para os profissionais de saúde que ali trabalham. A fiscalização foi realizada pelo Conselho Regional de Medicina do Piauí – CRM-PI, com a presença de sua presidente, a  Mírian Palha Dias Parente, a promotora de Justiça, Karla Carvalho, a presidente do Conselho Regional de Enfermagem – Coren-PI, Tatiana Melo Guimarães, e a fiscal do Coren-PI, Angelane Nepomuceno. A situação das dependências da MDER foram consideradas de alto risco para parturientes e recém nascidos. Falta quase tudo para o pleno funcionamento de uma maternidade de alta complexidade.
“A situação é crítica. Na Ala B da maternidade, flagramos cinco pacientes com deiscência de ferida operatória, o que chama a atenção para um elevado índice de infecção. Vamos levar para a Reunião Plenária do CRM-PI, na próxima segunda-feira (18), a votação para indicativo de interdição ética, tendo em vista que a situação exige medidas de proteção à população e o resguardo do ato médico”, relatou a Mírian Parente. Os pisos de salas do centro cirúrgico estão afundando e descolando, impossibilitando uma adequada higienização dos ambientes. O laboratório está sem funcionar adequadamente e nenhuma parceria com laboratórios externos estava sendo feita até o momento, atrasando consideravelmente o tempo de análise do estado de saúde dos pacientes internados em UTI, bem como o diagnóstico preciso. Muitos exames têm tempo de espera de três dias para o resultado.
Na UTI neonatal só estavam disponíveis no momento da vistoria exames de hemograma e PCR. Crianças com anúria e sem poder avaliar itens básicos como ureia e creatina. Em vários postos de enfermagem os profissionais ou usam sabão diluído ou lavam as mãos apenas com água, sem papel toalha para secar. Não havia alguns antibióticos importantes como a ceftriaxona e também não tem morfina há vários dias na farmácia. Além de tudo isso, as escalas médicas estão abertas, dependendo dos próprios médicos acumularem plantões, por falta de profissionais. Médicos relatam que muitos profissionais terceirizados e com vínculos precários de trabalho estão deixando de trabalhar devido a atrasos de salários e as equipes já reduzidas estão no limite, tendo que dar suporte a mais que o dobro de pacientes conforme preveem normas de saúde.
 
 
Fonte: CRM-PI
 
 
 
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