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O Conselho Regional de Medicina do Estado do Amapá (CRM-AP) retornou nessa sexta-feira (13/03) ao Hospital de Clínicas Dr. Alberto Lima (HCAL) para verificar se as recomendações apontadas pela autarquia durante fiscalização realizada no dia 19 de fevereiro na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) foram cumpridas. A direção da instituição tinha recebido o prazo de 15 dias para corrigir as irregularidades urgentes de falta de insumos básicos para atendimento de urgência e emergência e de apoio diagnóstico (exames laboratoriais, que não estão sendo realizados nos pacientes internados na UTI, desde dezembro de 2019) e raio-x.

Devido ao não cumprimento das recomendações, o CRM-AP interditou eticamente a UTI do HCAL nesta sexta-feira (13/03). A unidade não pode receber novos pacientes e existe a recomendação de transferência dos que estão internados . A unidade tem apenas 11 leitos, mas apenas sete possuem os equipamentos necessários (monitor, ventilador, aspirador, ambu, jogo de macro nebulização, bombas de infusão) para atendimento de pacientes críticos.

Outro problema identificado foi a falta de antibióticos para dar seguimento ao tratamento dos pacientes internados. O doente inicia com uma medicação e não continua o tratamento pelo tempo mínimo necessário. Foi identificado que no local não vem sendo realizado a gasometria (grupo de exames que verifica o ph do sangue e afere gases como oxigênio e dióxido de carbono).

Na unidade, o raio-x de plantão funciona de forma precária, alguns exames são realizados apenas no período da noite por falta de funcionário e também de revelação. Ressalta-se que a revelação é feita em outro Hospital, no da Criança e do Adolescente, e não é realizado aos fins de semana e no período da noite.

O HCAL será liberado da interdição ética assim que os problemas apontados na notificação à direção do HCAL forem corrigidos.

A fiscalização foi motivada por denúncias à autarquia e também por solicitação do Ministério Público Estadual.

O presidente do CRM-AP, Eduardo Monteiro, ressalta que a autarquia está preocupada, caso no Amapá seja necessário utilizar leitos de UTI para possíveis casos de coronavírus COVID-19 que cheguem ao estado. “Precisamos de UTI’s equipadas”, ressalta o presidente do CRM-AP.

 

Fonte: CRM-AP

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