Brasil, Bolívia, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, Uruguai, Peru e Venezuela são alguns dos países que unirão forças para combater o problema do desaparecimento de crianças e adolescentes na América Latina e no mundo. Durante reunião da Confederação Médica Latino-americana e do Caribe (Confemel), nesta quinta-feira (24), em Brasília, o membro da Comissão de Ações Sociais do Conselho Federal de Medicina (CFM), Ricardo Paiva, apresentou propostas para médicos ajudarem a mudar esta realidade.
 
A estimativa da ONG “International Centre for Missing & Exploited Children” (ICMEC) é de que oito milhões de crianças por ano são registradas como desaparecidas ao redor do mundo. No Brasil, os números chegam a 50 mil. “Nosso objetivo é chamar a atenção também da população desses países para o problema. A classe médica pode ajudar bastante, através de ações de cidadania e de atuação humanitária. Toda criança, em algum momento, vai precisar ir ao pediatra ou ao serviço de urgência”, defendeu Paiva.
 
O representante do CFM apontou diversos problemas do Brasil que impedem a busca imediata da criança. Paiva chamou atenção que no país não há um registro de identificação único o que, segundo ele, facilita muito o rapto. Ele defendeu uma conferência mundial para tratativas sobre o assunto e expôs dados sobre o Alerta Amber.
 
O dirigente da Guatemala, Arturo Quevedo, relatou que no país há uma grande discussão sobre adoções e relatou problema semelhante: “milhares de crianças, principalmente indígenas, são roubadas e registradas com facilidade. Muito se discutiu nos últimos seis anos sobre essa prática. É importante reconhecermos esse problema e a Confemel continuar propondo soluções”.
 
O evento, que se estende até esta sexta-feira (25), pode ser acompanhado ao vivo pelo link –  http://bit.ly/2fVOUtk
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