Na fiscalização, o presidente do Cremam comprovou a superlotaçãoMaternidade Balbina Mestrinho está com superlotação de recém-nascidos de neonatologia

Em caráter emergencial, na manhã do dia 26 de fevereiro, o Conselho Regional de Medicina do Estado do Amazonas (Cremam) foi acionado para realizar fiscalização na Maternidade Balbina Mestrinho.

O presidente do Cremam, José Bernardes Sobrinho, constatou, na inspeção, a superlotação de recém-nascidos de neonatologia. “Antes, a Maternidade possuía 15 leitos de UTI neo. Mas, o Ministério Público do Estado fechou 5, pois estavam em condições inadequadas. O problema só foi transferido, porque a maternidade foi obrigada a montar verdadeiras UTI,s nas de centro cirúrgico. No momento, funcionam 3 salas cirúrgicas, sendo uma delas ocupada por 4 recém-nascidos, que necessitam de cuidados especiais e a outra ocupada com um recém-nascido em isolamento respiratório com suspeita de H1N1”, informou. “Hoje pela manhã não tinha nenhuma sala livre, então, para que fosse possível realizar cirurgia, foram obrigados a deixar um recém-nascido no berço do pré-parto para desocupar pelo menos uma sala para realizar as cirurgias de emergência. Porém, uma paciente ia entrar com parto prematuro (32 semanas) e a sala talvez fosse bloqueada novamente, ficando, portanto, sem nenhuma sala para cirurgia. “E os recém-nascidos com menos de 28 dias não são recebidos por outros hospitais infantis pois o alegado, nesses casos, é que a referência é a Maternidade onde o bebê nasceu”, completou.

De acordo com o presidente do Cremam, será marcada uma reunião com o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE-AM) a respeito da grave situação. “Estamos numa fase inicial de doenças respiratórias, com necessidade de internações devido a Síndrome Respiratória Aguda e estes problemas só tendem a agravar, e, infelizmente, vidas poderão ser ceifadas “, alertou.
” São necessários novos leitos de UTIN (Unidade de Terapia Intensiva Neonatal) e UCI (Unidade de Cuidados Intermediários). E, a médio prazo, que sejam construídas novas maternidades, pronto- socorro infantil e, claro, priorizar a saúde”, concluiu.

Fonte: Cremam

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