Em apoio aos médicos turcos, que enfrentam uma campanha de intimidação e ameaças pelo governo do país eurasiático, o CFM emitiu declaração pública em que demonstra preocupação com a situação dos colegas.

No início do ano, 11 membros do Conselho Central da Associação Médica Turca (TMA) foram presos e a Promotoria de Ancara abriu investigação contra a entidade por ter publicado um comunicado que criticava implicitamente a ofensiva, por representar um problema de saúde pública.

Acesse aqui a declaração divulgada pela TMA e leia abaixo a manifestação do CFM.

 
 

 

NOTA À IMPRENSA E À SOCIEDADE

 

Tema: Solidariedade do CFM às lideranças médicas da Turquia

 

O Conselho Federal de Medicina (CFM) comunica sua profunda preocupação com as prisões, ameaças de violência física e queixas criminais contra líderes da Associação Médica Turca (TMA), instituição filiada à Associação Médica Mundial (AMM) e ao Comitê Permanente de Médicos Europeus, organizações internacionalmente respeitadas de profissionais médicos.

O CFM, assim como a AMM, apoia os médicos turcos em suas declarações públicas de que a guerra é um problema de saúde pública. Da mesma forma, entende que os conflitos armados podem prejudicar o meio ambiente e ameaçar a sobrevivência da sociedade em geral. Essa posição coaduna com o compromisso ético dos médicos, bem como com a defesa da paz.

A autarquia defende ainda o pleno respeito das obrigações humanitárias e de direitos humanos da Turquia – incluindo o direito à saúde, à liberdade de associação e de expressão –, conforme prevê o Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos, do qual aquele país é signatário desde 2003.

Por fim, o Conselho Federal de Medicina, em nome dos 440 mil médicos brasileiros, expressa solidariedade às lideranças médicas da Turquia e solicita que o governo desse País encontre uma solução pacífica, em prol da saúde de toda a sua população, preservando a autonomia no ético exercício da medicina.

 

Brasília, 15 de fevereiro de 2018.

CONSELHO FEDERAL DE MEDICINA (CFM)

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