O Ministério Público de São Paulo (MP-SP), por meio do Programa de Localização e Identificação de Pessoas (PLID), formalizou parceria com o Conselho Federal de Medicina (CFM) para desenvolver trabalho conjunto na área de desaparecimento de pessoas, principalmente de vulneráveis como crianças e adolescentes, e também para a formulação de políticas públicas que visem o enfrentamento do problema.
 
O acordo de parceria foi assinado na tarde dessa quarta-feira (30), em São Paulo, pelo presidente do CFM, Carlos Vital Tavares Corrêa Lima, e pelo subprocurador-geral de Justiça de Políticas Criminais e Institucionais, Mário Sarrubbo, que representou o Procurador-Geral de Justiça, Gianpaolo Smanio. O ato ocorreu durante o I Simpósio sobre Desaparecimento, evento em conjunto dos órgãos.
 
Em sua fala, o presidente do CFM destacou que a busca por desaparecidos é uma das causas públicas prioritárias da dignidade humana. “Temos reiterado que o ético desempenho da Medicina é o exercício da cidadania em tempo integral e no mais alto patamar de consciência. Estamos convictos que essa parceria vem ao encontro das necessidades da sociedade brasileira”, ressaltou Vital que ainda chamou atenção para números que considera alarmantes: somente este ano, mais de 22 mil pessoas já foram dadas como desaparecidas no estado de São Paulo.
 
Por sua vez, Sarrubbo pontuou a importância da família como base da sociedade e a gravidade do desaparecimento em todo o país. “É de extrema importância que entidades como o CFM estejam ao nosso lado na defesa de um tema tão relevante. É um início de um trabalho valoroso para que efetivamente podemos para extirpar esse problema da família brasileira”.
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