Jeancarlo Cavalcante (em pé) se compromete a dar visibilidade às agressões aos direitos humanosTerminou nesta sexta-feira (25), em Brasília, Assembleia Geral Ordinária da Confederação Médica Latino-Ibero-Americana e do Caribe (Confemel), que reúne representantes das entidades médicas de de países da América Latina e Caribe. Durante três dias, lideranças médicas do Brasil, Bolívia, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, Peru e Venezuela debateram problemas que afetam a saúde nesses países, como a violência contra os profissionais, a falta de medicamentos e de condições de trabalho e a assimetria de acesso aos cuidados médicos. Ao final, foi eleito o brasileiro Jeancarlo Cavalcante como novo presidente da Confemel e aprovado um manifesto em que são denunciadas as agressões contra médicos, além de proposto 4 de dezembro como o dia latino-ibero-americano contra as agressões a médicos e sanitaristas.

Conselheiro federal pelo Rio Grande do Norte, Cavalcante pretende fazer uma gestão em que seja dada visibilidade às agressões aos direitos humanos na saúde. “Quando não se conhece, não se combate bem, então pretendemos agir neste sentido”, afirmou. Ele é o segundo brasileiro a ocupar a presidência da cidade. O primeiro foi o gaúcho Marco Antonio Becker, que foi assassinado em 4 de dezembro de 2008.

A violência contra médicos tem crescido cerca de 20% ao ano, principalmente por parte de pacientes inconformados com a falta de atendimento. “Principalmente na rede pública, as pessoas não fazem uma consulta, um exame, e atribuem a culpa ao médico” avalia Cavalcante. O presidente da Confemel aconselha que o profissional converse com o paciente e mostre que a responsabilidade é do poder público, que não oferece as condições, e pressione o gestor, para que providências sejam tomadas.

Violência – Na nota, os participantes da Assembleia Geral da Confemel argumentam que as agressões no âmbito da saúde “deterioram a qualidade assistencial porque rompem a confiança médico-paciente, que é imprescindível para se conseguir bons resultados” e também promovem a “inaceitável medicina defensiva”.

A Confomel propõe, então, a adoção de algumas medidas preventivas e de segurança no entorno dos estabelecimentos de saúde para proteger os profissionais, a habilitação dos profissionais para que eles possam se proteger em casos de agressão e a sensibilização da sociedade para que ela entenda a saúde como um bem público essencial, a ser utilizado de “forma responsável e promovendo o respeito para os profissionais de saúde”.

Leia, abaixo, o Manifesto de Confemel.

4 de diciembre
DÍA LATINOIBEROAMERICANO CONTRA LAS AGRESIONES A MÉDICOS Y SANITARIOS

MANIFIESTO DE CONFEMEL

Las agresiones contra los médicos y el personal sanitario son un hecho creciente y preocupante. Las organizaciones médicas integrantes de la CONFEMEL (Confederación Médica Latinoiberoamericana) están muy sensibilizados con este problema dada la magnitud y transcendencia que tiene la violencia en el sector de la salud. Las agresiones en el ámbito sanitario deterioran la calidad asistencial porque rompen la confianza médico-paciente que es imprescindible para conseguir buenos resultados en salud y promueve una inaceptable medicina defensiva.

Con el objetivo de concienciar, informar y sensibilizar a los pacientes, a la sociedad, a la propia profesión médica y a las autoridades, CONFEMEL estableció el día 4 de diciembre de cada año como el Día Latinoiberoamericano contra las Agresiones a Médicos y Sanitarios, en memoria del Dr. Marco Antonio Becker que fue víctima de esa violencia q ahora denunciamos.

CONFEMEL quiere recordar ese día de la violencia para proponer:

• Reforzar las medidas preventivas para proteger a los profesionales.
• Adoptar medidas de seguridad en el entorno sanitario para evitar los riesgos de agresión.
• Promover entre los profesionales habilidades en el manejo de situaciones conflictivas y de violencia.
• Informar a los pacientes, a la sociedad, a los profesionales y a los gobiernos para concienciarles del problema y sensibilizarles para que, conscientes del mismo, se adopten las medidas oportunas de tipo estructural y legal (con medidas positivas contundentes y disuasorias), formando y educando a los ciudadanos y pacientes en defensa de los servicios de salud como un bien público esencial que hay que cuidar y utilizar de forma responsable y promoviendo el respeto hacia los profesionales de salud.
• Considerar las agresiones a los sanitarios como violencia social y que sean tratados en la Ley como violencia contra la autoridad.
• Denunciar las situaciones de violencia y hacer registros adecuados en las organizaciones médicas.
• A los Gobiernos: Erradicar la violencia y defender al médico, promoviendo un abordaje integral de las agresiones a nivel sanitario, social, legal y judicial.

La violencia en el sector de la salud pone en peligro la consistencia sanitaria de muchos lugares de Latinoamérica por lo que CONFEMEL insta a las organizaciones médicas que la integran y a sus médicos a participar activamente en este 4 de diciembre, DIA LATINOIBEROAMERICANO CONTRA LAS AGRESIONES A MÉDICOS Y SANITARIOS, promoviendo la información y sensibilización a la sociedad y haciendo un llamamiento a las autoridades para acabar contra todo tipo de violencia en el sector de la salud.

 

Brasilia, 24 de noviembre de 2016

 

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