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Editada pelo CFM, produção audiovisual apresenta também a atuação dos médicos baianos pela recuperação do prédio histórico

Os participantes do II Encontro Nacional dos Conselhos de Medicina deste ano (II ENCM 2026) tiveram a oportunidade de ver, pela primeira vez, o documentário “Alma Mater em Ruínas”, feito pela Coordenação de Imprensa do CFM (Coimp) sobre o abandono da sede histórica da Faculdade de Medicina da Bahia (FMB-UFBA), localizada no Terreiro de Jesus, em Salvador. “Agradeço à sensibilidade do conselheiro do Conselho Regional da Bahia Jorge Cerqueira, que chamou a nossa atenção para este problema. Vamos juntos buscar o restabelecimento deste prédio tão importante para a medicina brasileira”, afirmou o 2º secretário do CFM e diretor da Coimp, Estevam Rivello.

Mostrando detalhes dos salões, jardins, escadarias, pisos, quadros, mobiliários e livros históricos, o documentário também traz uma entrevista com Jorge Cerqueira e com o diretor da FMB-UFBA, Antônio Alberto da Silva Lopes. Ambos são egressos da Faculdade e estudaram quando ela ainda funcionava no prédio histórico. “O que hoje está vazio, já foi um local cheio da algazarra dos estudantes”, lembra Jorge Cerqueira. “Até a década de 1970, essas salas eram todas ocupadas”, destaca Antônio Lopes.

Presente no II ENCM 2026 para a apresentação do vídeo, Jorge Cerqueira contou que há uma mobilização dos médicos baianos para que o prédio seja recuperado e ocupado. “Ela foi a primeira faculdade de medicina do Brasil e lá se formaram médicos que foram trabalhar em todo o país, ocupando cargos de liderança em todo o território nacional. Guarda um importante papel na nossa história”, afirmou.

Inconformados com o abandono, médicos baianos promoveram um abraço simbólico no prédio e estão realizando um movimento pela recuperação do prédio. “Agradeço ao CFM pela realização desse vídeo, que será um instrumento importante na nossa luta”, afirmou Jorge Cerqueira. Além do documentário, o CFM também vai contactar autoridades brasileiras, como o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), cobrando providências para que o conjunto arquitetônico seja recuperado.

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