A Carta de São Paulo foi apresentada ao final do Fórum III Nacional de Integração do Médico Jovem

O mercado de trabalho enfrentado hoje por quem sai de uma faculdade de medicina é muito diferente daquele encontrado, vinte anos atrás, pelos professores dessas escolas. Se antes o recém-formado podia escolher onde queria trabalhar, hoje não tem essa liberdade. Para lidar com essa situação, o estudante de medicina deve desenvolver outras habilidades, como empreendedorismo, inovação e tecnologia. É o que conclui a Carta de São Paulo (acesse aqui), aprovada ao final do III Fórum de Integração do Médico Jovem, promovido pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e pelo Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp), nos dias 25 e 26 de julho, na capital paulista, e lida pelo conselheiro e coordenador da Câmara Temática do Médico Jovem do Cremesp, Nívio Lemos Moreira.

Para os organizadores, o evento cumpriu seus objetivos ao promover debates sobre temas relevantes para o futuro da medicina e da assistência à saúde, contando com participação significativa de lideranças médicas de todos os estados. Nesses dois dias foram abordados temas relacionados à saúde do médico, aos aspectos éticos da profissão e à Residência Médica. Também foram debatidas questões ligadas à medicina na atualidade, incluindo inovação, tecnologia, telemedicina, empreendedorismo, inserção e atuação no mercado de trabalho, além da necessidade do fortalecimento de relações internacionais entre os médicos jovens.

A Carta de São Paulo exorta todos os médicos, especialmente os mais jovens, com até 40 anos, a construir coletivamente caminho para a solução dos problemas apresentados e a assumir uma postura ativa à ampliada do apoio “à participação dos médicos jovens na rede de Conselhos de Medicina”, no reforço à implementação de núcleos de apoio à saúde mental, no combate à prática do assédio moral, no estímulo ao empreendedorismo na medicina e no reconhecimento do papel do médico na gestão em saúde.

Para os organizadores, é urgente que todos os médicos, especialmente os jovens, trabalhem pela implementação do que foi debatido no 3º Fórum. “A criação de meios para que as propostas discutidas sejam, de fato, implementadas, depende de empenho diário, disposição e engajamento junto às entidades representativas da categoria, e no ambiente da formação médica. Somente assim haverá uma mudança duradoura”, defende a Carta de São Paulo.

Encerramento – No encerramento do Fórum, o presidente do CFM, Carlos Vital, elogiou a o nível das palestras e a participação dos presentes. “Saímos daqui otimistas pela união das entidades e satisfeitos com os temas desenvolvidos durante o fórum”, disse. Também estavam presentes à mesa final, Lavínio Nilton Camarim (presidente do Cremesp); Lincoln Lopes Ferreira, presidente da Associação Médica Brasileira (AMB); Waldir Cardoso, presidente da Federação Médica Brasileira (FMB); e Jorge Darze, presidente da Federação Nacional dos Médicos (Fenam).

Camarim parabenizou e agradeceu a iniciativa da Câmara Temática do Médico Jovem do Cremesp e do CFM pela promoção do evento, o apoio das entidades médicas, a todos os presentes na plateia e aos internautas, que acompanharam a transmissão ao vivo do encontro. “A união de todos é fundamental para chegarmos mais longe, mais rápido e, principalmente, com lucidez, para alcançarmos juntos conquistas em prol da Medicina”, destacou. Disse, também, que o Encontro do Médico Jovem já foi incluído na agenda das entidades médicas.

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