Câmara Técnica fez observações sobre uma Política Indutora em Cardiologia
As Câmaras Técnicas de Cardiologia e de Psiquiatria realizaram reuniões nesta terça-feira (22) para elaborar respostas a protocolos enviados ao Conselho Federal de Medicina (CFM) e debater questões relacionadas às melhores práticas no desempenho dessas duas especialidades. 

Cardiologia – Entre os assuntos debatidos na Câmara Técnica de Cardiologia estava uma proposta, apresentada em reunião anterior pelo ex-presidente da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista e membro da Câmara, Marcelo Cantarelli, de uma Política Indutora em Cardiologia.

Integrantes da Câmara Técnica defenderam que o governo estabeleça diretrizes que possibilitem a interiorização da medicina. “Enquanto em Manaus temos apenas um centro de hemodinâmica em cardiologia, em São Paulo temos 46. A realidade poderia ser diferente se tivéssemos uma política de indução a exemplo do que ocorreu na agricultura”, argumentou o membro da Câmara Técnica José Carlos Nicolau. O coordenador do colegiado, conselheiro Henrique Batista e Silva, elogiou o trabalho apresentado por Cantarelli, mas argumentou que o texto precisa ser melhor debatido na Câmara Técnica antes de ser apresentado ao plenário do CFM, onde passará por discussões e pelos devidos encaminhamentos.

Foi decidido, então, que a proposta será enviada para o coordenador da Câmara Técnica e, posteriormente, para os demais membros do colegiados, os quais poderão enviar sugestões. Cantarelli ficou responsável por apresentar um texto final. O conselheiro Henrique Batista argumentou que as propostas serão todas sopesadas e que o documento final deve refletir o pensamento de toda a Câmara Técnica. “O CFM pode subsidiar o poder público com propostas que melhorem o atendimento à população. É nesse sentido que vamos trabalhar a nossa proposta”, afirmou.

Participaram da reunião: Henrique Batista e Silva, Mauro Ribeiro, Álvaro Vieira Moura, Cláudio Nascimento Soares, Fernando Antibas Atik, Jose Antônio Marin Neto, José Carlos Nicolau, Luís Carlos Bodanese, Marcelo José de Carvalho Cantarelli, Marcus Vinicius de Andrade Maciel, Nelson Albuquerque de Souza e Silva e Viviane de Mello Guzzo Lemke.Câmara Técnica de Psiquiatria debateu programação do próximo Fórum

Psiquiatria – A Câmara Técnica de Psiquiatria deliberou sobre protocolos e debateu a programação do I Fórum de Psiquiatria do CFM, marcado para o próximo dia 13 de julho. Entre os protocolos debatidos, estava um que tratava da prescrição de psicotrópicos para adolescentes desacompanhados e a tomada de posição do CFM acerca de livro publicado pelo médium Divaldo Franco, que desqualifica a Psiquiatria.

Sobre a prescrição, a Câmara concluiu que o médico deve agir de acordo com cada situação, mas que não há impedimento. “Até mesmo para um adulto, o médico deve ter a sensibilidade de quando pode, ou não, prescrever um medicamento”, ponderou o coordenador da Câmara Técnica, Salomão Rodrigues. Sobre os livros do médium, os membros seguiram o relator do parecer do protocolo, Juberty Antonio de Souza, de que o CFM não pode agir, uma vez que Divaldo Franco não é médico, e que deve ser respeitada a liberdade de opinião.

 

Salomão Rodrigues adiantou que o I Fórum de Psiquiatria terá a participação de um representante da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que falará sobre a remuneração do psiquiatra nas situações de estudos suplementares sobre um paciente. Pediu, ainda, que os integrantes da Câmara Técnica sugerissem temas de discussão. Entre os assuntos propostos, estão a saúde mental dos médicos, a perícia médica em trabalhadores que têm problemas psiquiátricos, o tratamento de pacientes com psicodependência e as modificações recentes na política de saúde mental.

A reunião desta Câmara Técnica contou com a participação de Salomão Rodrigues, Alberto Carvalho de Almeida, Antônio Geraldo da Silva, Arthur Hirschfeld Danilla, Carlos Alberto Iglesias Salgado, Juberty Antônio de Souza, Paulo César Geraldo e Rogério Wolf de Aguiar.

 

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