Comissão de Ginecologia e Obstetrícia debateu mortalidade materna
A data e a programação do próximo Fórum de Ginecologia e Obstetrícia do Conselho Federal de Medicina (CFM) foram debatidos no dia 8 de junho pela Câmara Técnica de Ginecologia e Obstetrícia, que também deliberou sobre pareceres enviados à autarquia. Sobre o Fórum, foi decidido que a data mudará do dia 19 para o dia 11 de outubro. Entre um dos pareceres debatidos, está uma solicitação do Conselho Regional do Amazonas (CRM-AM) sobre os centros de partos normal.

Os participantes da Câmara Técnica enfatizaram a necessidade de atuação multiprofissional no atendimento à gestante e à necessidade que se obedeça ao que está previsto na legislação de que a enfermeira obstetra atue sob a supervisão do médico. “Não podemos ficar na situação atual em que o médico, muitas vezes, é proibido de participar do trabalho de parto e quando a parturiente chega em suas mãos já está com várias complicações em decorrência da demora para que fosse acionada a intervenção médica”, argumentou o coordenador da Câmara Técnica, conselheiro Hiran Gallo. Sobre o parecer solicitado pelo CRM-AM, foi formada uma comissão, que irá elaborar o documento.

A Câmara Técnica também deliberou sobre um esclarecimento acerca de laqueadura tubária no momento do parto do oitavo filho filho, mas que não atendia todos os requisitos estabelecidos pela legislação. Apesar de discordarem da legislação, “que só prejudica as mais pobres”, como argumentou Olímpio Barbosa de Moraes Filho, a Câmara Técnica respondeu que a lei deve ser obedecida. Os participantes também debateram as causas da mortalidade materna, sendo este um problema preocupante, já que quase a totalidade das mortes poderiam ser evitadas.

Participaram da reunião, Hiran Gallo, Ademar Carlos Augusto, Etelvino de Souza Trindade, José Humberto Belmino Chaves, Antonio Celso Ayub, Léa Rosa e Silva Benzoni, Lisete Rosa e Silva, Maria Albertina Santiago, Olímpio Barbosa de Moraes, Vera Lúcia Mota da Fonseca e Victor Hugo de Melo.

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