Estima-se que 1,1 milhão de brasileiros vivam com o vírus HTLV-1, muitos sem saber. Essa infecção, de alcance global, permanece amplamente desconhecida pela população e pelos profissionais de saúde. Os dados foram apresentados durante o webinar “Dia Nacional do HTLV: desafios e perspectivas da resposta ao HTLV”, organizado pelo Ministério da Saúde em 20 de março, com a participação do conselheiro federal pelo estado de Alagoas, Alceu José Peixoto Pimentel.

O evento buscou promover o diálogo entre diferentes entidades, incluindo Secretarias de Vigilância em Saúde e Atenção Primária à Saúde, sociedades científicas e grupos sociais, para discutir avanços nas políticas públicas relacionadas ao HTLV. Também teve como objetivo desenvolver estratégias para aumentar a conscientização sobre essa infecção negligenciada e capacitar profissionais de saúde.

Alceu José Peixoto Pimentel, do Conselho Federal de Medicina (CFM), mencionou pareceres da autarquia médica sobre o HTLV e expressou a disposição em dar visibilidade à infecção. Além do CFM, estiveram presentes representantes  e várias sociedades de especialidades como Medicina Tropical (SBMT), Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), Pediatria (SBP), Infectologia (SBI), Neurologia (ABN), Medicina de Família e Comunidade (SBMFC), conselhos federais de Enfermagem (Cofen) e Farmácia (CFF), e Sociedade Brasileira de Doenças Sexualmente Transmissíveis (SBDST).

A infecção por HTLV-1 e HTLV-2 ocorre principalmente pela transmissão de linfócitos infectados, presentes em fluidos corporais como sangue, sêmen, secreção vaginal e leite materno. A transmissão pode acontecer através de transfusões de sangue, transplantes de órgãos, uso de drogas injetáveis e relações sexuais desprotegidas. A transmissão vertical, da mãe para o filho, é uma preocupação particular e pode ocorrer durante a gravidez, parto ou amamentação.

Estima-se que mais de 16.500 gestantes no Brasil vivam com HTLV-1 a cada ano, resultando em cerca de 3.000 infecções em bebês. A infecção na infância aumenta o risco de desenvolver doenças associadas ao vírus.

Recentemente, houve avanços significativos nas políticas públicas brasileiras relacionadas ao HTLV, incluindo a inclusão da infecção pelo vírus na lista nacional de notificação compulsória de doenças. Neste ano, também houve a incorporação do rastreio de HTLV em gestantes durante o pré-natal do SUS, que se encontra em fase de planejamento da implantação na rede. O Conselho Federal de Medicina (CFM) votou favoravelmente a esta adoção durante a deliberação da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (CONITEC), no dia 2 de fevereiro deste ano. Essas medidas são cruciais para o monitoramento, prevenção e controle da infecção.

O HTLV-1 pode causar diversas manifestações clínicas graves, afetando a qualidade de vida e, em casos extremos, levando à morte. Entre essas manifestações estão a mielopatia associada ao HTLV-1 (HAM) e diversos problemas neurológicos, pulmonares, dermatológicos, oculares, intestinais, urinários e articulares.

 

Fonte: Guia de Manejo Clínico da Infecção pelo HTLV / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento de Doenças de Condições Crônicas e Infecções Sexualmente Transmissíveis.

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