Tema relevante para a medicina na atualidade, o uso da inteligência artificial na atividade judicante foi um dos objetos de discussão no segundo dia do evento. Ricardo Hernane Lacerda Gonçalves de Oliveira, presidente do CRM-MG, conduziu o debate.
Em sua exposição, o médico apontou questões éticas relevantes. “Devemos nos atentar ao sigilo das informações do paciente. Os nossos procedimentos precisam tramitar em sigilo – pela segurança do médico e do paciente. A partir do momento que esses dados são colocados em um sistema, quais as garantias que nós temos de que essas informações estarão seguras?”, indagou.
De acordo com Ricardo Hernane Lacerda Gonçalves de Oliveira, a IA pode ser uma aliada no exercício da função judicante, desde que seja utilizada com cautela, deixando o juízo de mérito sob responsabilidade do conselheiro federal responsável pela matéria.
A mesa temática foi coordenada por Tereza Cristina Brito Azevedo, presidente do CRM-PA. A médica salientou a relevância do tema. “A I.A se tornou rotina na prática médica e, com a recente resolução, o CFM estabeleceu critérios claros para seu uso com responsabilidade dentro da assistência à saúde”, afirmou a coordenadora. A moderação foi de Marcelo Lemos dos Reis, conselheiro federal suplente por Santa Catarina, e a secretaria de Edilson Corrêa de Medeiros Júnior, 1º secretário do CRM-MA.
Em seguida, cooperação institucional com a Receita Federal e juntas comerciais foi o tema discutido na quarta mesa do segundo dia de Encontro Nacional. O expositor Eduardo Pinto Gomes, presidente do CRM-TO, abordou o aprimoramento de processos de fiscalização, cobrança e controle cadastral no estado de Tocantins. Gomes apresentou dados detalhados a respeito de empresas identificadas e, a partir deste rastreio, iniciou-se uma comunicação mais efetiva. “Nos últimos dez anos, tivemos um aumento significativo de registros de pessoas jurídicas; tendo nossos processos internos alinhados, conseguimos ter bons resultados”, ratificou.
Ainda de acordo com o presidente do Conselho Regional de Tocantins, há um projeto para ampliação da análise de registros e implantação de ferramenta de chatbot. “Estamos estudando caminhos para integrar os bancos de dados e, consequentemente, todos os CRMs do Brasil”, concluiu Eduardo Pinto Gomes.
A mesa foi coordenada por Luciano Santana de Miranda Ferreira, diretor do departamento de fiscalização do CREMEB e moderada por Graziela Schmitz Bonin, conselheira federal por Santa Catarina; João Araújo dos Martírios Moura Fé, presidente do CRM-PI, foi o secretário.
Ambas as mesas contaram com a participação de congressistas presenciais e ouvintes on-line, que puderam se manifestar e enviar perguntas aos expositores.