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CFM reforça urgência de prevenção com acompanhamento psiquiátrico continuado

O Brasil chega ao Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio, 10 de setembro, com números que reforçam a urgência do tema. O total de óbitos por suicídio mais que dobrou em quase três décadas: de 6.743 casos em 1996 para 16.751 em 2024, alta de 148%. O ano de 2023 foi o recorde histórico, com 17 mil mortes registradas.

Os dados do DataSUS, obtidos por levantamento feito pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), mostram que quase oito em cada 10 vítimas são homens, e que adultos entre 20 e 59 anos concentram quase 2/3 dos casos. A faixa de 30 a 39 anos é a mais afetada (21,4%).

A maior parte das mortes ocorre dentro de casa: 62%.

Em números absolutos, o Sudeste marca o maior contingente de óbitos (33% do total), seguido por Nordeste (25%), Sul (23%), Centro-Oeste (11%) e Norte (9%). São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul são os estados com maior número absolutos de casos.

Para o presidente do Conselho Federal de Medicina, José Hiran da Silva Gallo, a data reforça o compromisso da medicina brasileira com a prevenção. “O Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio nos convoca a olhar de frente para um problema que atravessa todas as classes sociais, idades e regiões do país. Os números mostram que ainda há muito a avançar no diagnóstico precoce e no acesso ao tratamento. É papel do CFM e de toda a classe médica sensibilizar a sociedade para a importância de procurar ajuda psiquiátrica diante do sofrimento psíquico. Cuidar da saúde mental da sociedade é urgente”, afirma.

Já o 1º vice-presidente do CFM e coordenador da Câmara Técnica de Psiquiatria, Emmanuel Fortes, destaca o papel do acompanhamento psiquiátrico continuado na prevenção.

“Na grande maioria dos casos, o suicídio está associado a transtornos mentais que podem ser identificados e tratados. O acompanhamento psiquiátrico regular é uma das formas mais eficazes de prevenção. É fundamental que a sociedade compreenda que pedir ajuda é um ato de coragem, e que buscar um profissional de saúde mental deve ser tão natural quanto procurar um médico para qualquer outra condição de saúde”, afirma.

Reconhecer sinais de alerta, como isolamento social, mudanças bruscas de humor, desesperança e verbalizações sobre morte, é o primeiro passo para prevenir o suicídio.

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