O Sistema de Acreditação Médica (SAEME) do Conselho Federal de Medicina (CFM) certificou 20 faculdades de medicina, que comprovaram ter a qualificação necessária para formar profissionais capacitados. A cerimônia, que encerra um ciclo de avaliações, aconteceu durante sessão plenária da autarquia no dia 30 de novembro.

Comemorando a certificação, o presidente do CFM, José Hiran Gallo, afirmou que “o SAEME tem 100% de aprovação da diretoria e é o projeto mais importante, a prioridade do CFM”. Gallo reforçou que “hoje a qualidade das escolas médicas é uma grande preocupação da sociedade e o CFM só tem a agradecer às escolas que tiveram a coragem de participar desse processo, pois, todos podemos ser vítimas de médicos mal formados e devemos ter barreiras para abertura de escolas médicas, devemos ter critérios”.

O conselheiro federal e coordenador do SAEME-CFM, Donizetti Giamberardino Filho, também celebrou afirmando que “este é um momento importante para o ensino médico em que relembramos também a construção desse sistema de acreditação, em 2014 pela professora Patrícia Tempski, e a visão do então presidente do CFM, Carlos Vital, que rapidamente identificou a relevância desse projeto e o trouxe para dentro do Conselho. Agradecemos também aos presidentes Hiran Gallo e Mauro Ribeiro, que deram continuidade a esse trabalho e, generosamente, nos permitiram coordenar uma tarefa tão relevante, hoje de responsabilidade integral do CFM”.

Em 2023, o SAEME-CFM avaliou 30 cursos, que se inscreveram voluntariamente nesse processo, que dura até 183 dias em cada uma das escolas. Esse período é dividido em quatro etapas, que avaliam a gestão e o programa educacionais, o corpo docente e discente e o ambiente educacional, permitindo a identificação de aspectos de excelência e de áreas que necessitam de aprimoramento. “O ensino médico é uma atividade de interesse público e, por isso, escolas e vagas devem ser abertas e conduzidas por interesse social”, pontuou Donizetti.

Milton de Arruda, coordenador executivo do sistema, destacou que, nesta gestão do CFM, o SAEME foi estruturado e agradeceu ao conselheiro Donizetti Giamberardino “pela liberdade dada à equipe técnica, sempre vinculada à entrega de resultados”. Em sua fala, o professor elencou os cinco pilares que estruturam o SAEME: qualidade, transparência, responsabilidade social, independência e ética.

“A equipe do SAEME elabora relatórios completos, detalhados e consistentes que permitem aprimorar a qualidade da formação e esta deve atender às necessidades da sociedade e ao aperfeiçoamento do Sistema Único de Saúde (SUS). Esse é um processo independente que tem a ética como critério primordial, tanto que há escolas que não estão sendo acreditadas hoje devido ao ambiente educacional. A ética é um valor fundamental e parabenizo a todos os 20 cursos acreditados nesta cerimônia, parabéns! As faculdades também contribuem para o aperfeiçoamento do SAEME”, afirmou Milton de Arruda.

Acreditada, a Faculdade Israelita Albert Einstein afirmou ser “uma honra, um privilégio estar no meio de vocês. Agradeço a iniciativa, todo o processo de acreditação é importante no sentido de apontar os nossos pontos de qualidade, mas também as nossas fraquezas e oportunidades de melhorias. Esta é diferente de todas as acreditações que a gente encontrou, e há uma certa obsessão por acreditações. O SAEME nos desafia, exige uma perspectiva e volta e meia consultamos aquele relatório”. Já a Universidade Estadual de Campinas afirmou estar “em absoluta consonância com o SAEME. O processo foi transformador e aquele relatório tem influenciado nossas decisões”.

Secretária-executiva do SAEME, a professora Patrícia Tempski também celebrou. “Todos aqui queremos ter acesso a um cuidado de qualidade para nós e para nossas famílias, mas precisamos que toda a população brasileira tenha acesso a esse mesmo cuidado. Para isso precisamos pensar na formação. Esse é o foco do SAEME e, quando eu olho para vocês nesta cerimônia, vejo materializada a qualidade da formação médica no nosso país. Quanto trabalho envolvido! Eu tenho certeza, caros colegas, que aqui estamos escrevendo a história no nosso país juntos e com responsabilidade para entregar para a próxima geração uma educação médica de qualidade. Muito obrigada por cada um de vocês ter se engajado nesse processo, por ter coragem de participar”.

A Universidade Federal do Ceará pontuou que, “sendo um curso de 75 anos, é um orgulho de estar aqui, por isso deixo o nosso agradecimento ao CFM e ao SAEME por esse trabalho que nos ajuda a reconhecer as nossas falhas e a enxergar os nossos valores, que precisam ser mostrados para o colega professor, para o discente. Pois, isso dá empoderamento ao grupo de trabalho. Muito obrigado”.

Conheça abaixo o nome das 20 escolas médicas acreditas nesta cerimônia. Ao total, são 47 instituições certificadas pelo SAEME-CFM e que podem ser conhecidas clicando aqui.

 

Centro Universitário Metropolitano da Amazônia – UNIFAMAZ
Centro Universitário Serra dos Órgãos – UNIFESO
Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto
Centro Universitário Alfredo Nasser – UNIFAN
Faculdade de Medicina de Jundiaí – FMJ
Universidade de Franca
Faculdade Pernambucana de Saúde
Centro Universitário São Camilo
Faculdade de Ciências Médicas de Minas Gerais
Universidade Estadual de Campinas – Unicamp
Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul
Faculdade Christus
Universidade Santo Amaro – Unisa
Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein
Centro Universitário de Volta Redonda – UNIFOA
Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF
Fundação Universidade Regional de Blumenau
Universidade Federal do Ceará – UFC
Pontifícia Universidade Católica do Paraná – PUC-PR – Campus Londrina
Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre – UFCSPA

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