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“Hoje, não é preciso ter vocação para se fazer medicina. Na maioria das faculdades não há mais processos seletivos rigorosos e o resultado é uma formação heterogênea, muitas vezes insuficiente. Daí porque o Exame de Proficiência em Medicina (Profimed) é tão necessário”. Esse foi o diagnóstico feito pelo presidente do Conselho Regional de Medicina de São Paulo, Ângelo Vattimo, que foi o palestrante da mesa temática “Campanha de valorização do médico”, no primeiro dia (12) do I Encontro Nacional dos Conselhos de Medicina 2026.

O I ENCM 2026 foi transmitido pelo canal do CFM no YouTube e pode ser assistido AQUI.

Segundo a Demografia Médica, trabalham em São Paulo 203 mil médicos, sendo que 48% não têm o Registro de Qualificação de Especialista (RQE). “Como não há residência médica para todos os médicos, o sistema de saúde fica menos resolutivo. A consequência é uma medicina mais cara e menos eficiente”, constatou Vattimo.

Para o presidente do Cremesp, o médico se destaca por uma formação rigorosa, conhecimento técnico aprofundado e capacidade de decisão clínica. Já a valorização da medicina passa pela realização de um exame de proficiência dos médicos recém-formados, a garantia da competência mínima, revalorização da formação e reafirmação do médico como líder técnico do cuidado.

A partir dessas premissas, o Cremesp criou uma campanha publicitária baseada no entendimento de que o conhecimento do médico é indispensável para a sua valorização. A partir do mote, “sem nota, sem proficiência, sem CRM”, a campanha defende a avaliação como condição para que seja dado o registro ao médico recém-formado.

A mesa foi coordenada pela 2ª secretária do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul, Lais Leboutte; moderada pelo vice-corregedor do CFM, Francisco Cardoso e secretariada pela coordenadora das Delegacias do Interior do Cremesp, Christiane Cardoso Anicet Leite.

Ao comentar sobre a apresentação, o vice-corregedor do CFM, Francisco Cardoso, argumentou que a defesa do Profimed não é corporativismo, mas a defesa da sociedade. “O papel do governo é fechar as faculdades mal avaliadas no Enamed (Exame Nacional de Avaliação dos Estudantes de Medicina), enquanto a função do CFM, como entidade reguladora da prática médica, é assegurar que apenas os médicos com competência técnica e ética atendam a população brasileira”, argumentou.

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