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Com o tema “Educação Médica na valorização do médico jovem”, o Conselho Federal de Medicina (CFM) promoveu na manhã desta sexta-feira (27) a 4ª edição do seminário online da Comissão de Integração do Médico Jovem da autarquia. O encontro foi aberto pelo coordenador da Comissão, Bruno Leandro Souza; e pelo 2º secretário do Conselho, Estevam Rivello Alves, também membro do grupo, que destacaram a preocupação com os problemas que afetam a educação dos profissionais, com sérios riscos à qualidade da assistência à saúde oferecida no País.

O evento repercutiu nas redes sociais do CFM. Acesse AQUI e veja a avaliação de conselheiros do CFM sobre o IV Webinar do Médico Jovem.

Dando início às discussões do evento, Estevam Rivello Alves fez uma análise comparativa sobre o número de escolas médicas existentes no Brasil e no Canadá. Sobre o crescimento desenfreado de cursos, o diretor ressaltou a importância da defesa da implantação do Exame de Proficiência em Medicina no País.

Por aqui, temos mais de 400 faculdades de medicina, para uma população de 213,4 milhões de habitantes. Já o país norte-americano possui apenas 19 faculdades, para 39,19 milhões de canadenses, apontou o diretor. Estevam chamou a atenção para a baixa qualidade do ensino oferecido por essas instituições, comprovada pelo Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed) realizado em 2025.

A primeira edição da prova aplicada pelo Ministério da Educação revelou o nível insatisfatório de boa parte dos cursos oferecidos no Brasil. Para o conselheiro, as entidades médicas devem apoiar o Exame e “incentivar o governo federal a construir uma lei própria que atenda no Enamed a punição de escolas ruins, que fiscalize os alunos dessas instituições e que surta o efeito desejado de proteção da sociedade”.

Dando sequência à cerimônia de abertura do evento, o coordenador da Comissão de Integração. Bruno Leandro de Souza destacou a importância dos assuntos discutidos no webinar, que interessam à grande parte dos médicos. “Todos os temas que abordaremos aqui: violência contra o médico no ambiente de trabalho, planejamento financeiro, introdução da Inteligência Artificial e questões relacionadas à saúde mental passam esse limite temporal de 40 anos de idade e atingem a todos os médicos brasileiros”.

Missão do CFM – Sobre a educação médica, o coordenador do evento destacou o papel do CFM na busca de soluções para os problemas da formação deficiente no país. “É importante aqui não exaltarmos apenas os problemas, mas também buscar soluções. No CFM, trabalhamos não apenas com funções, mas também com missões e uma delas é preparar também o acadêmico de medicina para uma boa estruturação formativa, não só de ponto de vista científico e técnico, mas também ético e a partir daí a gente construir já, desde o início, um médico bem formado, bem instruído e também com foco na ética e na humanização”.

Potenciais erros – A primeira conferência do IV Webinar foi apresentada pelo médico Gerson Alves Pereira Junior, docente de Cirurgia de Urgência e do Trauma da Faculdade de Medicina de Bauru da USP. Com o tema “Formação do Médico Jovem: onde estão os potenciais erros?”, o conferencista destacou tópicos que podem impactar na formação do médico jovem, o primeiro deles a falta de compreensão sobre a importância da educação permanente do médico e alertou para a crescente aceleração do acúmulo de conhecimento humano e velocidade de atualização. Para Gerson Alves, “o médico precisa sair preparado da escola médica e continuar aprendendo após a conclusão do curso.

Na avaliação do palestrante, “6 anos de curso não comportam toda a medicina”. Gerson apontou também a importância da adoção de um método para o aprendizado contínuo e ressaltou que “o foco da graduação precisa migrar da cobertura de conteúdo para competência de atualização”.

Nesse sentido, o conferencista analisou ainda que as faculdades de medicina devem adotar uma agenda de educação permanente com fundamentos sólidos, em busca da melhoria do desempenho profissional dos futuros médicos.

Além da análise sobre a formação em medicina, o palestrante analisou também a gestão da carreira médica, em que pesam o interesse clínico e afinidade com a área, a remuneração percebida pela profissão e a observação de que “a renda importa, mas não pode ser o único organizador da carreira”.

Clique abaixo para conferir a íntegra da apresentação e os debates realizados no evento na página do CFM no YouTube, em www.youtube.com/user/cfmedicina.

 

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