O plenário do Conselho Federal de Medicina entregou hoje o certificado do Sistema de Acreditação de Escolas Médicas do CFM (SAEME-CFM) para representantes de oito faculdades de medicina acreditadas entre 2020 e 2022. Outras cinco faculdades também foram acreditadas, mas não puderam mandar representantes para a solenidade. Criado em 2016, o SAEME-CFM já acreditou 45 escolas médicas e 21 estão sendo avaliadas. As faculdades tituladas agora foram acreditadas entre 2020 e 2022, mas não tinham recebido ainda o título devido à pandemia de COVID-19.

O presidente do CFM, Hiran Gallo, ressaltou, em seu discurso, que o CFM, por meio do SAEME, tem dado uma contribuição importante para a melhoria das faculdades de medicina brasileiras. “Trata-se de um projeto que não se resume apenas a uma avaliação pontual, específica e padronizada, baseada na apresentação de evidências. Ele envolve também o acompanhamento dos cursos acreditados, com a preocupação de elevar o nível do ensino médico”, afirmou.

Gallo ressaltou que, diante da abertura desenfreada de cursos de graduação no País a partir de 2010, a qualificação do ensino médico no Brasil passou a ser uma preocupação constante dos Conselhos de Medicina e de outras entidades médicas.  Em diferentes oportunidades, o CFM denunciou os problemas relacionados ao aumento das escolas, e que, por meio do SAEME, reafirma o compromisso “com o exercício profissional ético e a formação de médicos qualificados”. O discurso, na íntegra, pode ser acessado aqui. Mais informações sobre o Sistema de Acreditação do CFM podem ser obtidas em www.saeme.org.br

Avaliação – O SAEME-CFM é disponibilizado para todas as faculdades de medicina do Brasil. A avaliação é feita a partir do projeto pedagógico, programa educacional, corpo docente e discente e ambiente educacional da faculdade, que recebe os conceitos de suficiência e insuficiência. O sistema permite ainda identificação de áreas ou aspectos de excelência educacional e de áreas que necessitem de aprimoramento.

O coordenador do SAEME-CFM, conselheiro Donizetti Giamberardino, criticou a abertura indiscriminada de escolas médicas, o que ele chamou de falta de razoabilidade, “para não usar o termo irresponsabilidade”. Para ele, o investimento do CFM no SAEME, mostra o compromisso da autarquia com a “ensino médico de qualidade e com a proteção da sociedade”. “Com recursos dos médicos brasileiros estamos dando nossa contribuição para a formação de bons médicos”, afirmou.

O coordenador-executivo do SAEME-CFM, Milton de Arruda Martins, elogiou as faculdades que receberam o certificado. “Todos vocês passaram por nosso crivo de qualidade”, elogiou. Arruda Martins ressaltou que os diferentes perfis das escolas acreditadas “públicas e privadas, algumas centenárias, outras com menos de dez anos de existência, faculdades com vocação para a pesquisa, outras em formar profissionais para atuação regional, mas todas tendo em comum o compromisso com a qualidade do ensino médico”, elencou.

Nesta fase do SAEME, foram acreditadas os seguintes cursos de medicina: Faculdade de Ciências da Saúde de Barretos, Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – Campus Ribeirão Preto, Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo – Campus São Paulo,  Faculdade Ceres (FACERES), Faculdade Evangélica Mackenzie do Paraná, Faculdade Santa Marcelina, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Campus Betim, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul – Campus Porto Alegre, Universidade de Brasília, Universidade Federal de Alagoas, Universidade Federal de Minas Gerais, Universidade Federal de Viçosa e Universidade Municipal de São Caetano do Sul – Campus Centro.

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