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No segundo dia de programação do VI Fórum de Integração do Médico Jovem, realizado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) em Campina Grande (PB), os palestrantes foram enfáticos ao afirmar para estudantes de medicina presentes ao evento que não adianta ter pressa na carreira, tentando pegar atalhos ou pular etapas, e se comparar com quem tem milhares de seguidores em redes sociais. Eles também reafirmaram que é necessário entender como funciona os tipos de contratação no mercado, especialmente por meio de pessoa jurídica, e como é importante ter um mínimo de conhecimento financeiro para reduzir despesas e evoluir profissionalmente.

“Não há Instagram com 100 mil seguidores que se sustente a longo prazo. A melhor forma de propagar seu trabalho é com excelência técnica. E isso não cai do céu. Não há atalhos. Na medicina, tem de haver respeito a cada etapa da carreira e o crescimento profissional nasce de muita paciência”, afirmou Narriane Chaves Pereira de Holanda, integrante da Câmara Técnica de Endocrinologia e Metabologia do CFM.

Segundo ela, o que garante a sustentabilidade e o crescimento de um consultório não é propaganda, mas sim a soma de três pilares: humanismo, excelência técnica e ética. “A gestão inteligente do consultório não se resume a sistemas, processos ou estratégias, mas sim a uma forma de enxergar o paciente como protagonista de uma jornada de cuidado. Cada detalhe conta: a escuta ativa, o acolhimento na recepção e o acompanhamento próximo podem transformar um simples atendimento em uma experiência memorável”, explicou.

Já a integrante da Câmara Temática do Médico Jovem do Conselho Regional da Paraíba (CRM-PB) Heloísa Calegari Borges falou sobre publicidade voltada ao médico jovem. “A medicina não é mais exercida apenas no consultório. Existe um ambiente digital ampliado, onde o médico é observado, comparado, procurado e avaliado, muitas vezes, antes mesmo da consulta acontecer”, destacou. Ela chamou atenção para o avanço de recursos como vídeos automáticos, avatares digitais e clonagem de voz, ressaltando os riscos relacionados à desinformação, à perda de autenticidade e à redução da responsabilidade profissional.

Segundo Heloísa, ética e visibilidade não devem ser vistas como conceitos opostos. “Sua reputação offline é o maior propulsor do seu sucesso digital. O médico jovem não precisa escolher entre ética e visibilidade. Ele precisa comunicar com ética para alcançar visibilidade sustentável. O digital não é inimigo; é uma ferramenta poderosa que exige maturidade. Use para educar, orientar e aproximar, nunca para competir por atenção”, aconselhou.

Segurança jurídica nas relações de trabalho – O tema da “pejotização” e das relações contratuais no exercício da medicina foi debatido pela advogada Mariana de Arco e Flexa, que alertou os médicos para a importância de conhecer detalhadamente as empresas contratantes e os modelos de vínculo profissional. Ela destacou a necessidade de verificar a regularização da pessoa jurídica junto aos conselhos profissionais, compreender os regimes tributários e buscar assessoria jurídica especializada antes da assinatura de contratos. “É importante entender qual é o contrato e quais são os benefícios da pessoa jurídica. Cada modelo possui características diferentes”, explicou.

No fim da manhã, o membro da Câmara Técnica de Cirurgia de Cabeça e Pescoço do CFM Uirá Luiz Coury ainda falou sobre o que chamou de “paradoxo do médico brasileiro”, em que a alta renda conquistada logo no início da carreira nem sempre se traduz em estabilidade financeira. Segundo ele, a falta de educação financeira, o aumento precoce do padrão de vida e a dependência excessiva dos plantões fazem com que muitos profissionais permaneçam vulneráveis economicamente, mesmo com salários elevados.

“Você pode ganhar R$ 30 mil por mês e continuar sem dinheiro”, disse. Entre os principais erros apontados por ele estão o uso descontrolado do cartão de crédito, a ausência de reserva financeira, a falta de investimentos e a crença de que será possível trabalhar intensamente para sempre. Para Coury, construir patrimônio exige planejamento, disciplina e desenvolvimento de fontes de renda passiva ao longo da carreira.

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