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A mesa-redonda “Diretrizes: caminho percorrido e perspectivas para o futuro” foi um dos pontos altos da programação do II Webinar da Comissão de Saúde e Espiritualidade do Conselho Federal de Medicina (CFM), que teve como tema central a espiritualidade na prática médica. Destaca-se a participação internacional de Christina Puchalski, médica e professora da Universidade George Washington, referência mundial no tema.

 

Sob coordenação da 2ª vice-presidente do CFM, Rosylane Rocha, o evento aconteceu dia 19 de junho de 2026, por videoconferência na plataforma Zoom, com transmissão ao vivo pelo YouTube. O certificado de participação será encaminhado apenas aos participantes que acompanharam ao menos 70% do evento pelo link do Zoom.

 

Assista ao Webinar em sua íntegra aqui!

https://www.youtube.com/live/f7CCS7gjrFg?si=XYOgvHeCVpI2HSCR

 

Composta por quatro exposições complementares, a mesa-redonda foi moderada por Emílio Hideyuki Moriguchi e secretariada por Maria do Desterro Leiros da Costa, ambos membros da Comissão de Saúde e Espiritualidade do CFM. A programação reuniu a construção de recomendações em espiritualidade por diferentes entidades médicas.

 

O caráter internacional do debate ganha força com Christina Puchalski, que apresentou a palestra “Construção das recomendações em espiritualidade da American Medical Association (AMA)”, trazendo a experiência norte-americana ao público brasileiro. “Esse campo começou a crescer nos Estados Unidos dentro dos cuidados paliativos, que reconheceram o sofrimento espiritual como algo que precisa ser abordado. Estrategicamente, essa foi a maneira pela qual começamos a desenvolver esse campo com colegas que já entendiam isso”, disse.  Depois disso, a caminhada coletiva foi longa, com 25 anos de articulações até se tornar uma resolução da AMA.

“A construção das recomendações em espiritualidade da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC)” foi apresentada pelo palestrante Roberto Esporcatte, médico e professor na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). Ele explicou que dentro da especialidade, a espiritualidade é um conjunto de valores morais, mentais e emocionais que norteiam pensamentos, comportamento e atitudes nas circunstâncias da vida de relacionamento intra e interpessoal. “Pode-se acrescentar ainda o aspecto de ser motivado ou não pela vontade e ser passível de observação e de mensuração”, completou.

 

Bruno Paz Mosqueiro, membro da Comissão de Saúde e Espiritualidade do CFM, expôs a “Construção das recomendações em espiritualidade da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP)”. Ele destacou a questão inicial, norte e disparadora dos estudos e formulação das diretrizes: “É essa busca de compreender de uma forma mais profunda e baseada na ciência, nas evidências científicas, qual que era o impacto, qual era a relevância da espiritualidade, da religiosidade na saúde mental. Como isso pode trazer de alguma forma uma contribuição para os nossos pacientes”.

 

O bloco de exposições incluiu Alexander Moreira de Almeida, também membro da Comissão de Saúde e Espiritualidade do CFM, planejando as recomendações sobre a integração da espiritualidade na prática clínica. Para evitar os extremos do proselitismo ou desvalorização, ele defende a criação de alguma recomendação para os médicos: “Nós já temos algumas diretrizes para várias especialidades, mas é preciso que o CFM apresente algumas recomendações muito diretas, muito práticas, baseadas na ética e nas evidências científicas, que guiem a prática médica global”.

 

O conselheiro federal Alcindo Cerci Neto encerrou o evento reconhecendo que este é mais um marco para a medicina do futuro: “Esse segundo webinar é o pontapé inicial para a construção de diretrizes que a gente espera que sejam aplicadas não apenas para os médicos que estão aí atuando, mas, também, dentro dos cursos de medicina, das faculdades de medicina, das residências médicas, como uma abordagem necessária e obrigatória para a melhoria da prática médica”.

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