A imprensa tem chamado atenção para um problema que o Conselho Federal de Medicina (CFM) vem alertando há anos: a qualidade da formação médica no Brasil precisa ser tratada com responsabilidade.
Recentemente, o jornalista Eduardo Oinegue, do Jornal da Band, criticou o movimento de faculdades de medicina para barrar medidas no Ministério da Educação (MEC) que tentavam impedir novas matrículas nas instituições com pior desempenho no Enamed. “Medicina não é loja de 1,99. Médico mal-formado não é igual a um vendedor que deixa um consumidor insatisfeito. Ele produz erro médico e sequelas”, afirmou.
Na reportagem, o Jornal da Band destacou que o Brasil possui quase 500 faculdades de medicina e que, segundo avaliações do Ministério da Educação (MEC), quase 30% delas apresentam resultados insatisfatórios. A reportagem também abordou medidas adotadas pelo MEC para impedir novas matrículas nas instituições com pior desempenho e decisões judiciais que permitiram a continuidade do funcionamento e da captação de alunos.
Para o CFM, a formação médica não pode ser tratada como um negócio trivial. A má formação pode ter consequências diretas sobre a qualidade da assistência e a segurança dos pacientes. Faculdades de medicina não podem se transformar em fábricas de diplomas.
Veja a matéria do Jornal da Band AQUI.