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O Conselho Federal de Medicina (CFM) realizou, nesta sexta-feira (24), o I Fórum de Administração em Saúde, com o tema central “Múltiplas Perspectivas da Segurança em Serviços de Saúde”. O evento ocorreu em formato virtual, com transmissão ao vivo pelo YouTube, e reuniu conselheiros, especialistas e convidados para discutir desafios estruturais, jurídicos e éticos que impactam a prática médica e a qualidade da assistência no Brasil.

 

Coordenado pela conselheira federal Maíra Pereira Dantas, à frente da Câmara Técnica de Administração em Saúde do CFM, o encontro destacou a necessidade de integração entre diferentes áreas para garantir ambientes mais seguros tanto para pacientes quanto para profissionais. “Os palestrantes estão em sintonia, todos querem colaborar para uma melhor assistência em saúde no Brasil e para a cidadania brasileira”, disse.

 

Ao longo da programação, o fórum evidenciou que a segurança em serviços de saúde depende de uma abordagem multidimensional. Veja alguns destaques a seguir e confira a íntegra do evento no canal oficial do CFM no YouTube.

 

 

Segurança jurídica – A primeira mesa redonda, com moderação do conselheiro federal Jeancarlo Fernandes Cavalcante, 3º vice-presidente do CFM, abordou a segurança jurídica, reunindo especialistas para discutir o papel do Judiciário, o avanço da judicialização e os impactos do chamado “tribunal da mídia”.

 

O advogado e membro da Comissão de Direito Médico do CFM, Cleveland Augusto Silva dos Santos, enfatizou: “O principal desafio da atualidade é seguir a lei, simples assim. Os médicos precisam ler a lei, já está tudo lá”. Ele também destacou a atuação do CFM na defesa das prerrogativas médicas e no combate à invasão de competências por outras categorias.

 

Na sequência, o médico Hélio José Vieira Braga chamou atenção para o crescimento da judicialização do acesso à saúde, que, segundo ele, aumentou mais de 50% entre 2017 e 2024. “Os gastos já alcançam bilhões de reais, comprometendo recursos que poderiam atender um número maior de pacientes”, alertou. Braga também ressaltou o papel do Núcleo de Apoio Técnico do Judiciário (NatJus), que subsidia decisões judiciais com base em evidências científicas.

 

Encerrando a mesa, o médico e advogado Alessandro Timbó Nilo discutiu os riscos dos julgamentos antecipados nas redes sociais. “As pessoas foram condenadas antes de qualquer investigação. E, como se diz, a inocência não dá IBOPE”, afirmou, destacando a responsabilidade no uso da informação em tempos de exposição digital.

 

 

 

 

Gestão – A segunda mesa redonda, com moderação do conselheiro federal Domingos Sávio Matos Dantas, trouxe à tona o papel estratégico da direção técnica na segurança dos profissionais de saúde, com foco em riscos psicossociais, responsabilidade institucional e cultura organizacional.

 

A palestrante Sandra Paula Peu da Silva destacou a importância da Norma Reguladora nº 01 (NR-01), que passa a ter aplicação obrigatória em 2026, especialmente no que diz respeito à gestão de riscos psicossociais no ambiente de trabalho. Segundo ela, fatores como estresse, burnout e assédio devem ser tratados de forma estruturada pelas instituições, com medidas de prevenção, monitoramento e avaliação contínua.

 

Já o conselheiro federal Raphael Câmara abordou a integridade física dos médicos, destacando a Resolução CFM nº 2.444/2025. Ele reforçou a responsabilidade dos gestores na garantia de condições seguras de trabalho: “A segurança do médico está acima do valor que isso pode custar. Se o gestor não agir, vai ser responsabilizado”, afirmou.

 

O tema “segunda vítima”, quando médicos  são impactados por eventos adversos, foi abordado por Álvaro Nonato de Souza, que defendeu a criação de redes de apoio institucional. “É fundamental garantir suporte emocional e estimular uma cultura justa, com transparência e aprendizado a partir dos incidentes”, pontuou.

 

Também integrou a mesa o conselheiro federal Francisco Cardoso, que trouxe à discussão os desafios do atendimento médico em voos comerciais. Ele destacou lacunas regulatórias e dilemas éticos enfrentados por médicos que prestam assistência em situações de emergência durante o transporte aéreo, muitas vezes sem suporte adequado.

 

 

Cooperação – A terceira mesa redonda, coordenada por Carlos Magno Pretti Dalapicola, 2º tesoureiro do CFM, discutiu o protagonismo social dos serviços de saúde, com foco na articulação intersetorial e na construção de uma cultura de prevenção.

 

O palestrante Ivan de Mattos Paiva Filho destacou a importância do planejamento integrado para o atendimento a múltiplas vítimas, especialmente em grandes eventos. “Manter a articulação entre os órgãos de saúde e segurança fortalece a rede de resposta a incidentes”, afirmou.

 

Já Leonardo de Lima Leite abordou a educação em saúde em ambientes coletivos, como condomínios, questionando a efetividade do uso isolado de tecnologias. “DEA é essencial, mas não é suficiente. Não basta ter equipamento, é preciso treinamento, protocolo e cultura de segurança”, ressaltou.

 

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