
O II Fórum da Comissão de Saúde & Espiritualidade, realizado nessa quarta-feira (2), terminou com a conferência “Fé para o impossível”, apresentada pela pastora da Igreja Internacional Luz às Nações Renee Murdoch. “Depois de ouvirmos vários médicos sobre a importância da fé no processo de cura, temos agora a oportunidade de ouvir a experiência de uma paciente”, afirmou a presidente da mesa e 2ª vice-presidente do CFM, Rosylane Rocha.
O evento já está disponível no canal do CFM no YouTube e pode ser visto AQUI
Na sua palestra, Renee falou da sua recuperação após sofrer traumatismo craniano e entrar em coma depois de ser atacada, no Rio de Janeiro, por um morador de rua. “Deus esteve ao meu lado o tempo todo e começou a fazer milagres nas pequenas coisas, como no rápido atendimento da ambulância e na decisão da médica de me mandar para o hospital Geral Miguel Couto, onde tive um atendimento impecável”, relatou.

Norte-americana, a pastora elogiou a qualidade da medicina brasileira. “Devo muito aos médicos brasileiros”, agradeceu. Segundo a palestrante, suas chances de sobrevivência eram mínimas (esteve no coma grau 4 e teve perda de massa encefálica), mas graças ao apoio familiar e às orações recebidas conseguiu se recuperar rapidamente. “Foram 23 milagres, que atribuo à fé do meu marido, Philip, e às muitas orações que recebi no Brasil e no mundo”, contou.
A história da recuperação de Renee Murdoch está contada no filme “Fé para o impossível”, lançado ano passado (2025), e no livro “Dê a volta por cima”, de sua autoria. A pastora enfatizou a importância do trabalho médico, do hospital e do seu próprio esforço pessoal, que fazia terapias na Rede Sarah três vezes por semana, mas destacou que a fé foi essencial.
A neurocirurgiã Mariangela Barbi Gonçalves, que acompanhou o processo de cura de Renee Murdoch e participou da conferência, destacou a importância da atitude do médico diante de pacientes com pouca chance de sobrevivência. “Um prognóstico negativo não é uma sentença. O médico também tem de trabalhar com a fé do paciente”, afirmou.
Para Rosylane Rocha, que encerrou a palestra, é importante que o médico e o hospital permitam que o paciente viva a sua experiência de fé. “Isso aconteceu no caso da Renee, quando o hospital deixou fluir todas as demonstrações de apoio e carinho, e deveria ser rotina nos demais estabelecimentos”, defendeu.