A formação do especialista, o mercado de trabalho e a invasão da especialidade por outros profissionais de saúde foram alguns dos temas debatidos no final da tarde dessa sexta-feira (30) no I Fórum de Otorrinolaringologia do CFM. “As palestras foram sensacionais. Aprendemos muito e ficamos mais convencidos ainda de que precisamos atuar diuturnamente na defesa da nossa especialidade”, afirmou a coordenadora da Câmara Técnica, conselheira e otorrinolaringologista Tatiana Della Giustina.

O I Fórum do Otorrinolaringologia do CFM já está disponível na página do CFM no Youtube e pode ser assistido aqui.

O primeiro palestrante foi o ex-presidente da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCCF) Eduardo Batistella, que falou sobre o tema “O médico otorrinolaringologista e o mercado de trabalho (matriz curricular, competências, tempo de residência, formação da matriz curricular do ORL). Terceirização e a exigência da Pessoa Jurídica no exercício profissional”.

Em sua fala, Batistella fez uma explanação sobre as matrizes de competência para a formação do otorrinolaringologista, ressaltando as relações com outras especialidades e as responsabilidades do especialista. “O otorrino atua hoje em várias áreas, por isso a formação é tão complexa. Aprendemos a ser otorrinos, mas também a nos relacionar com outras áreas”, ressaltou. Ele também abordou o mercado de trabalho do otorrinolaringologista, frisando que o mercado no sistema público está muito restrito, “hoje temos apenas dois concursos abertos para otorrinolaringologista”, frisou.

Em seguida, a 2ª vice-presidente do CFM, Rosylane Rocha, falou sobre “A importância do RQE na profissão médica: Aspectos éticos profissionais”. Na sua palestra, Rosylane apresentou dados do estudo Demografia Médica, que traz um retrato no número de médicos e especialistas no Brasil, e ressaltou a necessidade de os médicos registrarem suas especialidades (RQE) nos Conselhos Regionais de Medicina. Ela também adiantou que o CFM vai realizar uma campanha para incentivar esses registros. “É importante que todos os especialistas tenham o RQE”, incentivou.

Demografia Médica – “A demografia médica e a ORL: estado atual, dados estatísticos das escolas médicas, número de especialistas e residências médicas, perfil do ORL na atualidade (distribuição no Brasil)”, foi o tema da palestra apresentado por Alexandre Hamam, membro da Câmara Técnica de Otorrinolaringologia do CFM. O palestrante se mostrou preocupado com o aumento no número de faculdades de medicina e a concentração dos médicos nas regiões Sul e Sudeste. “Infelizmente, esse aumento não se reflete em um melhor atendimento para a população”, lamentou.

“A relação da otorrinolaringologia com a equipe multidisciplinar: responsabilidades e competências (comparações entre matrizes curriculares dos fonoaudiólogos e odontológicos)”, foi o tema da última palestra do Fórum, ministrada por André Alencar Araripe Nunes, professor da Universidade Federal do Ceará e também membro da Câmara Técnica de Otorrinolaringologia do CFM .

André Alencar ressaltou da importância da equipe multiprofissional no tratamento do paciente, mas que, na saúde, “a liderança deve ser do médico”. O palestrante ressaltou, no entanto, que em relação ao ato médico, “há uma invasão muito grande, principalmente dos odontólogos, o que é muito perigoso para o paciente”, afirmou.

O Fórum contou ainda, na mesa de abertura, com a participação do presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo; do presidente da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCCF), Renato Roithmann e do diretor de Defesa do Exercício Profissional para Assuntos de Remuneração da Associação Médica de Minas Gerais, Márcio Silva Fortini.

 

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