O papel das equipes de saúde da família na detecção do câncer colorretal e o que as entidades médicas podem fazer para melhorar o rastreamento e o tratamento desse tipo de neoplasia foram alguns dos temas debatidos nas duas últimas mesas do I Fórum de Endoscopia Digestiva e Coloproctologia do CFM, que também contou com a participação do senador e presidente da Frente Parlamentar Mista da Medicina, Hiran Gonçalves.
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Em sua participação, o senador elogiou as entidades médicas e o Conselho Federal de Medicina (CFM) pela defesa de um programa brasileiro de rastreamento do câncer colorretal, a ser votado esta semana pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). “A aprovação pela Conitec será um grande passo. A etapa seguinte será garantir o financiamento. Podem contar comigo nesta luta”, garantiu.

Formação de especialistas – O “Papel da Formação Educacional na Prevenção do Câncer Colorretal”, foi o tema da palestra do Secretário Adjunto de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Jerzey Timóteo Ribeiro Santos. Em sua apresentação, ele mostrou que o governo tem conseguido aumentar a detecção do câncer colorretal no país, “mas ainda sofremos com a falta de profissionais, daí porque precisamos formar mais especialistas”, afirmou.
Jerzey Timóteo também defendeu uma maior participação dos médicos de família e comunidade na detecção dos cânceres e acompanhamento dos pacientes. “É preciso que seja dado seguimento ao tratamento iniciado nos centros especializados”, defendeu. Ele informou que, em parceria com instituições como AC Camargo, o governo tem oferecido cursos sobre oncologia para as equipes de saúde da família.

Sociedades Médicas – “Prevenção do Câncer Colorretal no Brasil: como as entidades médicas podem liderar essa transformação?”, foi o tema da palestra do presidente da Sociedade Brasileira de Endoscopia Digestiva (Sobed), Eduardo Guimarães Hourneaux de Moura, que apresentou propostas para melhorar os índices de cura dos pacientes com câncer.
“Como sociedade médica, temos de traduzir as evidências científicas em cuidado ao paciente. É nosso papel fazer a alfabetização em saúde”, afirmou. Ele também cobrou a implementação de políticas de rastreamento e tratamento do câncer colorretal. “O Estado não pode chamar o paciente, detectar o problema e abandoná-lo depois”, criticou.
Ao final do I Fórum de Endoscopia Digestiva e Coloproctologia do CFM, o coordenador da Câmara Técnica, conselheiro federal Nailton Jorge Lyra, elogiou a qualidade dos debates. “Saímos daqui com várias propostas de como deve ser feita a prevenção e o tratamento de um câncer que, se detectado precocemente, tem um excelente percentual de cura. Vamos levá-las ao Ministério da Saúde e trabalhar para que as Diretrizes Brasileiras de Rastreamento do Câncer de Cólon e Reto sejam implementadas o mais rapidamente possível”, afirmou.