
Com o tema central A Infectologia no Século XXI: Cuidado, Tecnologia e Prevenção como Tripé da Saúde Única, o Conselho Federal de Medicina realizou nesta sexta-feira (18), o IV Fórum de Infectologia da autarquia. O 2º tesoureiro do CFM, Carlos Magno Pretti Dalapicola, representou a Presidência do Conselho na abertura do encontro, quando destacou a importância da atuação dos infectologistas à saúde pública, demonstrada ao mundo pela atuação principalmente durante a pandemia de covid-19, “por terem ajudado a combater o vírus e salvado milhões de vidas”, analisou o diretor.
O coordenador da Câmara Técnica que trata da especialidade no Conselho, Domingos Sávio Matos Dantas, conselheiro federal pelo estado de Roraima, destacou os eixos centrais do encontro, que teve início com a mesa redonda “Cuidados Paliativos na Infectologia”. A mesa foi presidida pelo conselheiro Francisco Eduardo Cardoso Alves, membro da Câmara Técnica e vice-corregedor do CFM; e moderada pela conselheira representante do estado da Bahia, Maíra Pereira Dantas, coordenadora da Câmara Técnica de Medicina Paliativa.
A discussão teve início com a conferência “Uso de Antimicrobianos no Fim de Vida”, apresentada pelo geriatra e paliativista Douglas Henrique Crispim, membro da Câmara Técnica do CFM. Na apresentação, o palestrante traçou um histórico do desenvolvimento de antibióticos e lembrou que a Organização Mundial de Saúde decretou que a resistência bacteriana é uma urgência de saúde global. O palestrante destacou a importância do papel dos antimicrobianos como grandes aliados da medicina, mas alertou para uma banalização do uso desses produtos.
Continuando a discussão, a conferência seguinte foi apresentada pelo paliativista e intensivista Rodrigo Kappel Castilho, que apresentou o tema Diretivas antecipadas de vontade em pacientes com doenças infecciosas crônicas. Na conferência, Castilho analisou o conceito de diretivas antecipadas de vontade e o valor do documento. Na avaliação dele, a diretiva antecipada de um paciente prevalece sobre qualquer outro parecer médico, inclusive sobre os desejos de familiares.
Finalizando a mesa redonda sobre cuidados paliativos em infectologia, o evento contou com a palestra “Comunicação de más notícias em infectologia”, proferida pela infectologista e coordenadora pedagógica do Instituto Paliar, Juliana Mandato Ferragut. Ela relatou uma discussão existente entre infectologistas sobre uma possível mudança nos currículos para que sejam agregados à formação conhecimentos a respeito do tema.
Era digital – A aplicabilidade das novas tecnologias, como a telemedicina, uso da Inteligência Artificial e a comunicação responsável via redes sociais foram os assuntos tratados na segunda mesa redonda do IV Fórum de Infectologia. O debate foi presidido pelo infectologista Alessandro Comaru Pasqualotto e moderada pelo também infectologista Luis Enrique Bermejo Galan, ambos palestrantes membros da Câmara Técnica de Infectologia do CFM.
A discussão foi aberta com a conferência Telemedicina e sua Aplicabilidade na Infectologia, apresentada pelo vice-corregedor do CFM, Franscisco Cardoso. Ele apresentou as modalidades do atendimento médico à distância, a experiência brasileira e os limites e os benefícios da telemedicina na especialidade. Na avaliação do palestrante, “a telemedicina não substitui o infectologista. Multiplica o alcance dele”, com ganhos para a relação médico-paciente e os resultados observados no controle de doenças como a tuberculose e a hepatite C.
As conferências seguintes trataram sobre O Uso da Inteligência Artificial como Preditor de Resistência Bacteriana, apresentada pelo infectologista Hugo Manuel Paz Morales. A mesa foi encerrada com a apresentação sobre o uso responsável das redes sociais, proferida pela coordenadora da Câmara Técnica de Cirurgia Plástica do CFM, Graziela Schmitz Bonin.
Assista, abaixo, a íntegra dp IV Fórum de Infectologia do CFM.