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O Conselho Federal de Medicina (CFM) realizou o I Fórum de Cirurgia do Aparelho Digestivo nesta terça-feira (31), com programação robusta das 9h às 17h, onde o tema central foi a “Cirurgia do aparelho digestivo: evolução, consolidação e perspectivas para o futuro”. Encontro organizado por Nailton Jorge Ferreira Lyra, conselheiro federal pelo estado do Maranhão e coordenador da Câmara Técnica de Cirurgia do Aparelho Digestivo.

 

“Chegamos ao final deste importante encontro com a convicção de que os objetivos propostos foram efetivamente alcançados. Este Fórum consolidou diretrizes, alinhou visões e, sobretudo, fortaleceu institucionalmente a Cirurgia do Aparelho Digestivo no cenário da medicina brasileira. Cumpre destacar o papel fundamental da Câmara Técnica, que, com densidade científica e responsabilidade institucional, contribuiu decisivamente para a qualidade dos debates. A diretriz resultante é organizar, qualificar e expandir a atuação da Cirurgia do Aparelho Digestivo, sempre sob os princípios da ética, da competência técnica e da centralidade do paciente”, afirmou Nailton.

 

O evento pode ser assistido em sua íntegra clicando aqui!

 

Programação científica – Na parte da tarde, o conselheiro federal Sérgio Tamura, coordenador da Câmara Técnica de Cirurgia Geral do CFM, conduziu o painel sobre “Oncologia do aparelho digestivo”. Ele destacou a importância deste grupo de discussão: “A criação da Câmara Técnica de Cirurgia do Aparelho Digestivo foi um feito importante para os especialistas, ideia abraçada e executada com muita dedicação pelo 1º vice-presidente do CFM, Emmanuel Fortes; e pelo conselheiro federal Nailton Lyra”.

 

 

Neste ato, o palestrante Ulysses Ribeiro Júnior, coordenador cirúrgico e vice-diretor clínico do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP-HCFMUSP) discorreu sobre a “Atuação do cirurgião do aparelho digestivo no tratamento das neoplasias”. Ele falou sobre o papel do cirurgião, destacou princípios da cirurgia, apresentou dados e apontou boas práticas.

 

“Em um cenário de desafios, como o envelhecimento da população, aumento da incidência de câncer e sustentabilidade dos nossos sistemas, o cirurgião precisa estar atento à qualidade de vida pós-operatória e à terapia personalizada. A perspectiva é de expansão da cirurgia minimamente invasiva e melhoria dos resultados oncológicos”, disse Ulysses.

 

Compuseram a mesa, os debatedores Fernando Antonio Siqueira Pinheiro, professor da cirurgia digestiva da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará; e Nelson Adami Andreollo, membro da Câmara Técnica de Cirurgia do Aparelho Digestivo.

 

 

Boas práticas – Na sequência, o painel “Fronteiras da Cirurgia do Aparelho Digestivo” foi coordenado por Claudemiro Quireze Júnior, membro da Câmara Técnica de Cirurgia do Aparelho Digestivo.

 

O palestrante Marcelo Gonçalves Sousa, membro da Câmara Técnica de Cirurgia do Aparelho Digestivo, falou sobre “Cirurgia bariátrica e metabólica”. Ao apresentar um completo panorama da área, destacou a segurança da prática na atualidade: “A mortalidade é inferior a 0,3%. As taxas de complicações são progressivamente menores, comparável a outras cirurgias eletivas. É inegável a evolução da tecnologia e padronização”.

 

“O Brasil é referência internacional em cirurgia bariátrica. Em grande parte porque a especialidade está muito bem estruturada, com produção científica relevante, forte atuação  de sociedades científicas e integração com diretrizes internacionais,” afirmou. 

 

Brasil em destaque – Luiz Augusto Carneiro D’Albuquerque, chefe do Departamento de Gastroenterologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, palestrou sobre “Transplantes do aparelho digestivo”.

 

“Temos o maior programa público de transplantes do mundo. E somos o quarto país em doação. Dados brasileiros mostram que temos a necessidade estimada de 5.300 transplantes e apenas 2.415 transplantes realizados. Então, precisamos de mais órgãos, mais doadores. A distância é muito grande entre o número de mortes encefálicas e o número de órgãos aproveitados. Também temos que trabalhar o tema nas famílias para mudar o quadro de recusa familiar”, disse. 

 

Os debatedores do painel foram Carlos Eduardo Domene e Ozimo Pereira Gama Filho, membros da Câmara Técnica de Cirurgia do Aparelho Digestivo.

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