Reforma Tributária vai aumentar a carga fiscal dos profissionais de saúde, afirma especialista
O segundo dia do II Encontro Nacional dos Conselhos de Medicina 2026 (II ENCM 2026), 11/09, começou com uma palestra do assessor jurídico da Federação Brasileira de Cooperativas de Anestesiologia (Febracan) Adriano Argones, que falou sobre o tema “Reforma Tributária e seus impactos na atividade médica”. Segundo o palestrante, os médicos vão ser menos onerados do que outros profissionais liberais “pois o CFM e outra entidades médicas conseguiram uma redução de 60% do IBS”, mas, mesmo assim, ainda pagarão mais impostos do que pagam atualmente.
Para evitar a sobrecarga, o especialista aconselhou a contratação de assessorias contábeis e jurídicas confiáveis. “É possível usar o planejamento tributário para reduzir o impacto da reforma, mas deve ser algo dentro do que a lei permite, para que o fisco não interprete que há uma tentativa de evasão fiscal”, afirmou. “O médico deve se resguardar documentalmente”, afirmou.
Argones explicou que historicamente os médicos foram incentivados a criar empresas e fazer a declaração sobre o lucro presumido, como uma estratégia para pagar menos impostos. “Com a reforma, essa situação tende a mudar, mas teremos de olhar caso a caso para saber qual é o melhor regime, por isso a contratação de um uma boa assessoria é tão importante”, argumentou.
Esta mesa foi coordenada pelo conselheiro federal suplente pelo Espírito Santo, Antonio Carlos Sanches de Oliveira Junior; secretariada pelo presidente do CRM Tocantins, Eduardo Pinto Gomes e moderada pelo presidente do CRM Piauí, João Araújo Moura Fé.
O power point da apresentação pode ser acessado AQUI
