O Conselho Federal de Medicina (CFM) tem se dedicado a aprofundar os estudos e debates sobre o uso da inteligência artificial (IA) na medicina. O Departamento de Inteligência Artificial do CFM, coordenado pelo conselheiro federal Jeancarlo Cavalcante — 3º vice-presidente e representante do Rio Grande do Norte —, tem trabalhado para organizar diretrizes e avaliar os impactos éticos, técnicos e legais das novas tecnologias na prática médica. O desdobramento será em formato de Resolução.
O objetivo da norma será garantir que o uso da inteligência artificial ocorra de forma ética, responsável e em benefício da segurança dos pacientes e da autonomia médica. “Estamos analisando os avanços tecnológicos e buscando definir parâmetros que preservem a relação médico-paciente, além de promover uma integração segura dessas ferramentas na assistência à saúde. Estamos atentos à segurança da população”, destacou o conselheiro.
No processo, os integrantes do departamento contarão com a colaboração de médicos especialistas, profissionais de tecnologia e representantes de entidades parceiras, que discutem temas como regulamentação de sistemas baseados em IA, protocolos de uso e letramento dos profissionais de saúde para lidar com essas inovações.
O CFM reforça que o avanço da tecnologia é bem-vindo, desde que respeite os princípios éticos da medicina e esteja alinhado com a segurança e a qualidade do atendimento prestado à população.
O Departamento de Inteligência Artificial do CFM também articula a realização de encontros e debates abertos a todos os médicos do Brasil como forma de acompanhar as rápidas mudanças tecnológicas, assegurando que a modernização da medicina caminhe lado a lado com a ética e o cuidado humanizado.