O infectologista Stefan Ujvari apresentou um histórico mundial das epidemias

Para discutir os desafios atuais da medicina no Brasil e no mundo, com as lições proporcionadas pela pandemia de covid-19, o Conselho Federal de Medicina (CFM) promoveu nesta segunda e terça-feira (16 e 17) o I Fórum Virtual de Integração do Médico Jovem. O primeiro dia do encontro reuniu especialistas em bioética, epidemiologia e psiquiatria. Pelo canal do CFM no YouTube, os internautas puderam conhecer e se atualizar nessas áreas.

O encontro foi aberto pelo coordenador da Comissão de Integração do Médico Jovem, Ricardo Scandian, conselheiro representante do estado de Sergipe. Especialista em Medicina Esportiva, o coordenador avalia que o encontro “engrandece a nossa medicina e as reflexões necessárias para o exercício profissional e à vida dos médicos como um todo”.

Bioética – A primeira apresentação do evento foi conduzida pelo médico português Rui Nunes, professor catedrático da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto (FMUP). Também coordenador do Programa Doutoral em Bioética da Faculdade portuguesa em parceria com o CFM, Rui Nunes expôs uma apresentação sobre ética médica na sociedade contemporânea, os limites da autonomia médica e a dedicação do médico atual crise. “Para quem tivesse dúvida, essa terrível pandemia nos lembra o extraordinário sacrifício e empenho dedicado pelos médicos. Mesmo enfrentando enorme risco, todos eles disseram: não vamos abandonar nossos pacientes porque é isso que nos move”.

Após a palestra, o infectologista Stefan Cunha Ujvari, do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, falou sobre esse histórico mundial, desde as pestes vindas de Roma há milhares de anos, surgimento da lepra, a peste negra, quando também foram adotadas ações como o fechamento de comércios e quarentenas de isolamento, assim como o mundo tem agido no enfrentamento à atual pandemia da covid-19. “Através da história, vemos que as condutas de enfrentamento nada mais são que a repetição de epidemias passadas: uma população em pânico, que quer achar um culpado e que acredita nas fake news”, analisou.

Saúde mental e qualidade de vida do médico – O sofrimento psíquico do médico e do estudante de medicina, além da melhoria da qualidade de vida foram os temas da apresentação do psiquiatra Eduardo Hummes. Coordenador do Ambulatório de Psiquiatria do Hospital Universitário da USP e do Grupo de Assistência Psicológica ao Aluno da FMUSP, o conferencista abordou como exemplo de doença ocupacional mais comum entre médicos a síndrome de burn-out.

Como estratégia para evitar o adoecimento mental do jovem médico, o conferencista aponta como fundamental que o psiquiatra possa atuar na graduação e na residência médica e lembrou da importância de se buscar qualidade de vida, com a escolha de hábitos saudáveis. Essa apresentação e as demais do I Fórum Virtual do Médico Jovem estão disponíveis no canal do CFM no YouTube, acessível em www.youtube.com/cfmedicina. Assista aqui.

 

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