
Com o objetivo de debater com gestores e profissionais de saúde propostas para tornar os estabelecimentos de saúde mais seguros, o Conselho Federal de Medicina (CFM) foi à Santa Catarina para discutir a implementação da Resolução CFM nº 2.444/25, que estabelece medidas para garantir mais segurança no exercício da Medicina. A ação integra o projeto Divulga CFM, que circula nos estados brasileiros para discutir a implementação da norma.
O relator da Resolução CFM nº 2.444/25, conselheiro federal Raphael Câmara, explica que será necessária a adesão dos gestores locais. “São diversos artigos, como por exemplo, a implementação do botão de pânico, nas situações mais simples, até medidas mais complexas, como a blindagem dos prédios, nos locais de alta deflagração de balas perdidas. Então, por isso, precisamos muito dos gestores, do Ministério Público, das autoridades de saúde e policiais investigativas para conseguirmos, com isso, diminuir a violência para os médicos e para todos os atores que trabalham nas unidades de saúde”, explica Câmara.
Assista AQUI o vídeo sobre a visita:
Santa Catarina – Segundo levantamento feito pelo CFM, 368 médicos foram agredidos em Santa Catarina em 2024, o que coloca o estado na 5ª posição entre os mais violentos do país. Para a presidente do Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina (CRM-SC), Andréia Antunes Caldeira, esses episódios refletem o sucateamento da saúde, principalmente com o aumento da demanda nas UPAs e nas emergências.
“Às vezes o médico não concorda em dar um atestado, o paciente quer uma receita controlada, quer um laudo que o médico não pode fornecer. Também há a demora do atendimento e da falta do acesso. Isso traz uma insegurança para o paciente e também para médico. O paciente acaba descontando no médico e no profissional de saúde que está atendendo uma deficiência que é da administração, que é da gestão e não necessariamente do atendimento que está sendo prestado” enfatiza.
Andréia Caldeira explica que o CRM-SC está realizando um trabalho com a Secretaria de Segurança e com a Polícia Civil para que as agressões sejam investigadas. “Além de acolher o profissional, o que já fazemos, é preciso ter um encadeamento para essa situação ser realmente fiscalizada e resolvida também em outros níveis, não apenas a medicina”, argumenta.
Para saber mais sobre a visita do Divulga CFM em Santa Catarina, acompanhe as redes sociais do CFM.

