O presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Mauro Luiz de Britto Ribeiro, se reuniu nesta sexta-feira (26) com o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. Durante o encontro, reiterou as preocupações da autarquia e dos médicos brasileiros com o enfrentamento da pandemia de covid-19, assim como com questões que interferem diretamente no exercício da medicina e na oferta da assistência à população nas redes pública e privada.

Audiência com o ministro discutiu a preocupação do CFM com as ações de combate à pandemia

Em audiência com o ministro, Mauro Ribeiro discutiu a preocupação do CFM com as ações de combate à pandemia

Na sede do Ministério, em Brasília (DF), o dirigente do CFM colocou a autarquia, mais uma vez, à disposição do Governo para colaborar com as ações empreendidas contra a covid-19.

“O momento atual é grave e exige, acima de tudo, união de esforços de todos os setores da sociedade brasileira, em torno de um objetivo: a superação da pandemia. O CFM reforça o empenho dos 530 mil médicos no enfrentamento desta pandemia mundial e, dentro das nossas competências legais, colocamo-nos à disposição para contribuir com o Ministério”, pontuou Mauro Ribeiro.

O ministro Marcelo Queiroga apresentou em detalhes seu plano de trabalho e se mostrou aberto ao diálogo com o Conselho. “O apoio do CFM é fundamental para o enfrentamento da pandemia. Somamos esforços com a entidade para aumentar a velocidade da vacinação e garantir que sejam reforçadas as medidas de proteção essenciais para população”, disse.

Autonomia do médico – Na oportunidade, o presidente do CFM também defendeu junto ao novo gestor do Ministério da Saúde a importância de se resguardar a autonomia do médico no diagnóstico e na prescrição de tratamentos. “O médico sabe como exercer a sua profissão com responsabilidade. O médico é o profissional que tem capacitação técnica para definir a terapêutica que julgar mais adequada a seus pacientes, essa a autonomia deve ser respeitada”.

O mesmo entendimento foi reforçado pelo ministro Queiroga: “a autonomia médica é um princípio hipocrático que deve ser preservado, pois a relação médico-paciente é inviolável. Só o médico sabe o que é o melhor para o seu paciente”.

A reunião também foi acompanhada pelo secretário Nacional de Atenção Básica e também conselheiro do CFM, Raphael Câmara, responsável pela coordenação de atividades de promoção, prevenção e cuidados em saúde em níveis de menor complexidade na assistência.

Novo ministro – Médico cardiologista, Marcelo Queiroga foi presidente da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista (SBHCI), sendo membro permanente do seu Conselho Consultivo. Integra, desde os anos 90, o Conselho Regional de Medicina do Estado da Paraíba na qualidade de Conselheiro Titular, tendo ocupado a diretoria por duas ocasiões. No Conselho Federal de Medicina, foi membro da Comissão de Avaliação de Novos Procedimentos em Medicina, por 4 anos. Atualmente, preside a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC).

Natural de João Pessoa (PB), Queiroga é formado em Medicina pela Universidade Federal da Paraíba (1988). Fez residência médica no Hospital Adventista Silvestre, no Rio de Janeiro, e treinamento em hemodinâmica e cardiologia intervencionista na Beneficência Portuguesa de São Paulo. Sua carreira inclui passagens pela presidência da Sociedade de Cardiologia da Paraíba e diretoria do Departamento de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista do Hospital Alberto Urquiza Wanderley (Unimed João Pessoa), médico cardiologista intervencionista no Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, na Paraíba, além de membro do Conselho Científico do Instituto Lado a Lado.

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