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O Conselho Federal de Medicina (CFM) realizou, nesta quarta-feira (18), em sua sede em Brasília, o 2º Café da Manhã com Parlamentares, encontro que reuniu senadores, deputados federais, sociedades de especialidades e autoridades médicas para debater a necessidade social de criação do Exame Nacional de Proficiência em Medicina (ProfiMed). A iniciativa buscou fortalecer o diálogo entre o sistema conselhal, o Congresso Nacional e as sociedades de especialidade em torno de medidas voltadas à qualidade profissional médica no país.

Na abertura do encontro, o presidente do CFM, José Hiran da Silva Gallo, destacou a importância da mobilização institucional para garantir o avanço da proposta no Legislativo. “Esse é um momento desafiador, mas acreditamos na força do projeto. A criação do exame de proficiência é uma resposta urgente para proteger a saúde dos brasileiros”, afirmou.

O senador Hiran Gonçalves (PP-RR), presidente da Frente Parlamentar Mista da Medicina e relator da proposta no Senado, ressaltou a relevância da iniciativa para a qualidade da assistência médica. “Precisamos defender esse projeto, que é um dos mais importantes deste século para a medicina do país. Quem rema contra esse projeto rema contra a população que precisa de médicos preparados para atendê-la”, disse.

Relator de proposta semelhante na Câmara dos Deputados, o deputado Zacharias Calil (União-GO) destacou que há amplo apoio da sociedade à criação do exame. “96% da população quer que o estudante que concluiu o curso de medicina faça o exame de proficiência. Estamos trabalhando para construir um texto que permita avançar com a proposta na Câmara”, afirmou.

Para o deputado Ismael Alexandrino (PSD-GO), a aprovação do exame é uma medida essencial para assegurar qualidade na formação médica. “Precisamos fazer uma defesa intransigente do exame. Se não aproveitarmos esse momento, poderemos perder uma grande oportunidade de avançar em uma proposta que protege a população. Devemos eleger esse tema como a prioridade das prioridades e precisamos nos unir”, declarou.

O deputado Luiz Ovando (PP-MS) também ressaltou a necessidade de união entre entidades médicas e parlamentares em torno do tema. “Hoje a categoria apresenta de forma muito clara que é preciso uma avaliação rigorosa. Precisamos unir forças para garantir médicos bem preparados e capazes de resolver os problemas da população. Casa dividida, não subsiste”, afirmou.

Na mesma linha, o deputado Fernando Máximo (União-RO) defendeu a mobilização nacional para garantir o avanço da proposta no Congresso. “Esse projeto não é para defender médicos, é para defender a saúde no Brasil. Precisamos mobilizar os estados e dialogar com os senadores para que possamos avançar nessa pauta”, disse.

O deputado Duarte Júnior (PSB-MA) comparou a proposta ao modelo adotado em outras profissões regulamentadas. “Não precisamos inventar a roda. Sou advogado. Assim como acontece com o Exame da Ordem, que é organizado pela OAB, não pelo MEC, é necessário garantir que o profissional esteja preparado para exercer sua função com responsabilidade. Essa preocupação é urgente, é um discurso pela vida”, destacou.

A senadora Eudócia (PL-AL) ressaltou a importância do diálogo institucional promovido pelo CFM para o avanço de pautas estratégicas para a medicina. “São em momentos como esse de hoje que unimos ideias e discutimos pautas importantes para a medicina brasileira. Precisamos lutar juntos para garantir qualidade na formação e valorização da profissão”, afirmou.

A deputada Carla Dickson (União-RN) defendeu que a avaliação dos médicos seja conduzida pelas instituições responsáveis pela fiscalização do exercício profissional. “Quem tem que avaliar o profissional médico é o Conselho Federal de Medicina. A medicina brasileira vem sendo penalizada por governos que preferem trazer médicos de outros países do que investir nos nossos profissionais. Isso é preocupante”, declarou.

Ao longo do encontro, os participantes destacaram que o exame de proficiência já é adotado em diversos países e pode contribuir para fortalecer os mecanismos de avaliação da formação médica no Brasil. A proposta prevê que o exame seja aplicado aos egressos dos cursos de medicina e avalie conhecimentos teóricos e habilidades práticas antes do exercício profissional.

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