Mais de 550 médicos morreram no Brasil em decorrência da contaminação pelo novo coronavírus, até o momento. Com este dado, o Conselho Federal de Medicina (CFM) estima que a taxa de mortalidade na população médica seja quase 10% maior do que na população geral. A partir desta e outras constatações, a autarquia reivindicou ao Ministério da Saúde que sejam garantidas vacinas contra covid-19 para os mais de 500 mil médicos brasileiros.

“Com este pleito, o CFM chama a atenção para uma questão estruturante no enfrentamento da pandemia, cuja solução fortalecerá os esforços para oferecer diagnósticos e cuidados para todos os brasileiros”, afirma o presidente Mauro Ribeiro, em mensagem destinada ao ministro de Estado da Saúde, Eduardo Pazuello. Na oportunidade, Ribeiro colocou à disposição das autoridades sanitárias as unidades físicas dos Conselhos Regionais de Medicina por todo o País para amparar a ação de imunização da classe.

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Para o CFM, independentemente do local de atuação – hospitais, clínicas, ambulatórios, laboratórios e outros locais –, todos os médicos registrados nos Conselhos de Medicina atendem a milhões de brasileiros adoecidos pela covid-19 ou portadores assintomáticos da doença, “sendo imprescindível que estejam devidamente amparados no plano de priorização”.

Dificuldades – Desde o início do processo de vacinação, o CFM tem recebido manifestações de médicos e de entidades médicas que acusam a dificuldade de acesso à vacina, apesar de o Programa Nacional de Imunização (PNI) ter incluído esses profissionais e os de outras categorias da saúde entre os grupos prioritários para receber as doses.

Os médicos relatam que autoridades municipais e estaduais têm priorizado apenas aqueles que atuam em determinados serviços, onde há atendimento de casos de covid19. Além disso, com a grande maioria da população brasileira ainda suscetível à infecção pelo vírus, os Conselhos de Medicina defendem que é prioritária a manutenção do funcionamento e da força de trabalho dos serviços de saúde e, portanto, a inclusão de todos os médicos nos grupos de maior risco para agravamento e óbito.

Força – A vacinação da totalidade de população médica, pondera a autarquia, deixa uma força de trabalho reserva preparada para assumir os postos na linha de frente do atendimento da covid-19, quando for necessário. Além disso, reduz as chances de adoecimento desses profissionais por conta dessa doença, o que permite o melhor funcionamento dos serviços de saúde que atendem pacientes com outros transtornos.

“Ao minimizar a letalidade e o adoecimento dos médicos, de uma forma em geral, a vacinação desses profissionais fortalece o sistema de contenção do coronavírus, evitando a rotatividade e as licenças, o que contribui para manutenção dos serviços de saúde em sua totalidade, com a realização de consultas, exames e procedimentos para pacientes de todos os tipos de doenças”, destacou o presidente do CFM.

 

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